Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Tendência do suco 100% natural não é moda passageira no mercado brasileiro

Para donos de marcas, busca do consumidor por hábitos saudáveis deve turbinar os resultados do setor no futuro

Estadão PME,

25 de agosto de 2014 | 06h53

O suco da vovó, feito apenas com frutas e que sai do liquidificador direto para o copo, tornou-se referência para uma série de marcas identificadas como naturais; produtos que, de uma hora para outra, invadiram as gôndolas do varejo.

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Com o aspecto às vezes modificado (em formato de smoothies ou com a adição de gás carbônico) ou organizados sob a terminologia mercadológica de detox – que promete desintoxicar o organismo –, quem fatura no segmento descarta o risco de moda passageira e garante que, mesmo após uma possível acomodação futura dada o número de novos empreendimentos, esse é um setor que veio para ficar no Brasil.

“Está começando uma revolução silenciosa. As pessoas repensaram o modelo com os quais elas se relacionam e como se alimentam e isso passa pela busca de uma vida mais saudável. Exemplo disso é o que está acontecendo no mercado de bebidas industrializadas. A gente vê uma queda cada vez mais rápida daquelas bebidas que não contém nenhum tipo de nutriente, que não trazem nenhum beneficio além de simplesmente o prazer do sabor”, afirmou Gustavo Siemsen, criadro da Gloops, marca de suco 100% natural gaseificado e que tem um avestruz como mascote. “Existe o risco de moda passageira, claro, em qualquer categoria existe. Mas no momento que você está fazendo uma marca que coloca algo a mais que simplesmente embalar um produto e ver o retorno de curto prazo, acho que você diminui a chance disso acontecer”, disse o empresário. Gustavo atuou por cinco anos como executivo no mercado de refrigerantes.

As empresárias Bianca Franchini, Isabela Ferrantte e Juliana Henrique concordaram com Siemsen. Elas investiram R$ 90 mil para criarem a Uuulalá, uma linha de sucos prensados à frio, sem conservantes e adição de açúcar há mais ou menos dois anos. “Na nossa opinião, essa tendência é um caminho que não tem mais volta”, destacou Isabela, que antes de empreender trabalhava como designer e fotógrafa em Nova York, justamente onde tomou contato pela primeira com esse modelo de negócio. “Além da saúde, as pessoas também estão muito preocupadas com o exterior, como fazer para ficarem magras. Isso é algo que também impulsiona nossas vendas”, contou a empresária, que vê na logística de distribuição o “calcanhar de Aquiles” do negócio.

“O nosso grande pulo do gato foi o congelado, algo que a gente achava que era um grande mito e que as pessoas torciam o nariz porque diziam que não era natural. Mas um produto que tem o prazo de validade de três dias como o nosso, após congelado passa a ter 60”, explicou Bianca Franchini, que hoje vende 95% da produção congelada.

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