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Temaki ainda é bom negócio para empreender, mas é preciso inovar para ser relevante

Lojas especializadas vieram mesmo para ficar na opinião de especialista e também de empresários do setor

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

28 de novembro de 2013 | 06h41

Muita gente se espantou com a quantidade de temakerias abertas nos últimos anos em grandes cidades. Por isso, a pergunta inevitável é uma só: esses pequenos negócios vão sobreviver ao tempo? A resposta, pelo menos segundo empresários e uma especialista, é positiva. Mas um desafio desde já deve fazer parte da rotina do empreendedor. É preciso inovar.

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Pioneiro no segmento, Rogério Frug fundou a Temaki Express há 10 anos. Depois de cinco, mudou o nome para Yoi! Rolls & Temaki. A marca deve encerrar 2013 com 42 unidades franqueadas e faturamento de R$ 36 milhões. Para Frug, o mercado é promissor. “Bairros periféricos, de classes C e D, vendem muito e há oportunidades em cidades menores.” Outra estratégia usada pela empresa é expandir por meio de pontos comerciais diferenciados.

Neste ano, por exemplo, a marca fechou contrato para instalar-se em uma universidade e um supermercado. “Na faculdade está vendendo mais do que em loja consolidada de cinco anos”, revela o empreendedor.

Móveis. Alan Liao foi DJ em Nova York e tornou-se cliente assíduo de comidas vendidas nas ruas. Talvez por isso ele tenha decidido empreender quando voltou ao País. Em 2011, Liao criou a temakeria móvel Navan – ele precisou de R$ 300 mil para adaptar um restaurante no veículo. A van estaciona em centros comerciais durante o dia e na frente de bares e casas noturnas à noite. A empresa quer ampliar a frota em 2014 e vender franquias.

Segundo o empreendedor, o negócio fatura entre R$ 60 mil e R$ 70 mil mensalmente. “Em mês de frio, geralmente cai, já na Riviera (litoral) sobe bastante, chega a R$ 300 mil.” Apesar do bom momento, o negócio tem seus desafios. Liao ressalta, por exemplo, que o preço do temaki não deverá cair pois o custo dos insumos é alto para as empresas.

Já Filipe Gamba da Costa é um dos fundadores da Ligeirin, temakeria de Porto Alegre. Ele investiu R$ 200 mil para abrir o negócio em fevereiro e fatura até R$ 30 mil por mês. “Junto com pet shop, foi o que mais abriu aqui no Rio Grande do Sul no ano passado.”

A professora de gastronomia Vera Araújo, da Universidade Anhembi Morumbi, afirma que a comida japonesa se consolidou no País. Ela concorda que há oportunidades para temakerias, sobretudo fora das capitais. “Trabalho em uma cidade mineira com menos de 200 mil habitantes. Lá tem restaurante que vende muito temaki.” 

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