Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Sucesso em São Paulo, loja que vende bolos da vovó pretende crescer passo a passo

Participantes do Encontro Estadão PME, donos da Hilmarte e do Bolo à Toa pregam cautela na condução dos negócios

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

09 de junho de 2013 | 09h06

Crescer aos poucos é uma estratégia comum adotada por dois empreendimentos de segmentos bem diferentes. A Helimarte, empresa paulistana de táxi aéreo, por exemplo, aumenta sua estrutura de acordo com a demanda. A Bolo à Toa, também da capital paulista, produz e comercializa bolos caseiros e tem planos de ampliar sua atuação, mas sem atropelos.

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“Sou ponderada, acredito no crescimento passo a passo”, diz Renata Frioli. “Fui muito assediada para montar franquia, mas por enquanto não é o que eu pretendo”, completa. Antes de empreender, Renata trabalhava nas áreas de administração e marketing.

A empresa nasceu após o período em que Renata retirou-se do mercado para educar as filhas. Ela abriu sua loja há dois anos no bairro de Pinheiros e vai inaugurar a segunda unidade ainda este ano no Itaim.

A empresária escolhe bairros que “tenham características que lembram o interior” do Estado. “Eu sentia falta de um lugar que vendesse bolinhos caseiros e identifiquei a oportunidade de montar um negócio.”

Renata adaptou as receitas de sua avó e foi em frente com o empreendimento. Atualmente, sua loja produz e comercializa 16 tipos de bolos – os preços variam de R$ 18 a R$ 22 e o produto pesa 1,2 quilo em média.

Análise. Agora que prepara o lançamento da segunda unidade, Renata Frioli afirma enfrentar desafios similares aos que teve no início de sua jornada empreendedora: a burocracia é um dos problemas; o outro é a dificuldade para encontrar bons profissionais para a cozinha e para o atendimento dos clientes. Pelo menos, para essa nova etapa, a proprietária da Bolo à Toa acredita ter mais experiência. “Além disso, sou apaixonada pelo que faço”, conclui.

A Helimarte já está há mais tempo no mercado. Jorge Bitar Neto fundou a empresa 14 anos atrás após trabalhar no posto de combustível mantido pelo pai e administrar outros pequenos negócios: choperia, lanchonete, assistência técnica de eletrônicos e até fábrica de espuma para rolos de pintura.

Desafio. No caso da Helimarte, Bitar Neto conta que o principal desafio foi ingressar em um mercado totalmente novo para ele, além de aprender a administrar a empresa e lidar com a oscilação do dólar. “Quase tudo é feito em dólares, aquisição de aeronaves, manutenção, peças; e a venda dos serviços é feita em reais”, explica.

Ainda piloto da empresa, hoje Bitar lidera uma equipe de 18 pilotos e tem nove helicópteros e quatro aviões. “Sempre fui pé no chão, sempre com um pé atrás”, afirma. “Prefiro esperar a demanda aparecer para avançar, por exemplo, na aquisição de uma nova aeronave.” Mas Bitar Neto não perde tempo na busca de novos clientes.

O empresário afirma que para diferenciar-se no mercado em que atua criou produtos inovadores. “Via as aeronaves paradas no hangar à noite e sabia que deveria aumentar meus produtos”, conta. Por isso, atualmente, a empresa oferece voo panorâmico, noturno, para noivas e até pacotes familiares com hospedagem em hotel-fazenda e transporte de helicóptero.

Assim como a Bolo à Toa, a Helimarte também nasceu de uma paixão antiga. Bitar Neto conta que sempre gostou de aviação e após aprender a pilotar não teve dúvidas: começou um negócio no ramo.

A Helimarte informa que atualmente fatura em torno de R$ 14 milhões e cresce de 10% a 15% todos os anos – esse crescimento é resultado, também, da estabilidade econômica brasileira nos últimos anos. Mais pessoas passaram a ter dinheiro para gastar com os serviços prestados pelo empresário.

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