Startups de serviços financeiros 'fogem' de grandes centros para se distanciar de bancos

Startups de serviços financeiros 'fogem' de grandes centros para se distanciar de bancos

As chamadas Fintechs estão se fixando em cidades menos globais, como Sydney, Cingapura e Hong Kong

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2016 | 18h47

A união da tecnologia e inovação das empresas de São Francisco com o poder econômico das de Nova York está formando um mercado bem longe dos Estados Unidos. Sydney, na Austrália, a cidade-Estado de Cingapura e Berlim, na Alemanha, hoje são consideradas algumas das candidatas ao título de capital mundial das chamadas "fintechs", empresas de serviços financeiros que funcionam como startups e crescem globalmente, como mostrou reportagem publicada pelo jornal The New York Times.

Apesar da atração de investimentos na Europa, Ásia e Oceania, as cidades norte-americanas continuam se destacando no segmento, assim como Londres, na Inglaterra. Esses centros estão numa briga saudável, para saber quem vai se tornar, de fato, a capital mundial do setor. Recentemente, no Money 2020, principal conferência de fintechs do mundo, várias cidades marcaram presença com intuito de atrair investidores. Ente elas, Dublin, na Irlanda, Belfast, na Irlanda do Norte, Hong Kong, na China, e o principado europeu de Luxemburgo.

Entre os investidores do setor, uma coisa é clara: eles querem manter os funcionários longe das sedes dos grandes bancos mundiais, em Nova York ou Frankfurt por exemplo, para que não haja uma "contaminação".

Conectada com a China, Hong Kong se mostra uma forte candidata, já que as fintechs chinesas, como Alipay e Tencent, já têm processado mais transações financeiras do que alguns bancos. As quatro mais valiosas fintechs do mundo estão no país, de acordo com pesquisas recentes do setor. Como benefícios oferecidos para quem quer ir à capital do dinheiro na China, estão uma regulação específica e programa governamental de incentivo. A mesma estratégia vem sendo usada por Cingapura.

Na Europa, a competição é ainda mais acirrada. Antes do "Brexit", movimento que culminou com a saída do Reino Unido da União Europeia, Londres se firmava como a capital do continente das fintechs. Mas, agora, alguns investidores receosos estão recebendo propostas de cidades como Dublin e Berlim. Os alemães chegaram a mandar cartas para os executivos das companhias. Cinco startups já mudaram de endereço para a Alemanha e outras 40 estão negociando.

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