Ação ocorreu pela primeira vez no ano passado em três estações
Ação ocorreu pela primeira vez no ano passado em três estações

Startup vai instalar supermercado virtual nas estações de metrô

Esta é a segunda vez que a Mercode promove esse tipo de ação, mas agora atua com novo modelo de negócio

Gisele Tamamar, Estadão PME,

10 de abril de 2015 | 11h37

Pela segunda vez e agora com um novo modelo de negócios, a startup Mercode vai instalar uma gôndola de supermercado virtual nas estações de metrô em São Paulo. A partir de segunda-feira, 13, os usuários das estações Faria Lima e Butantã da linha amarela poderão fazer compras por meio de um aplicativo instalado no celular e receber os produtos em casa. 

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A Mercode já realizou a iniciativa no ano passado nas estações Pinheiros, Faria Lima e Paulista durante um mês. A ação resultou em cerca de 2 mil downloads do aplicativo da empresa. Na época, a startup funcionava como um e-commerce, onde mantinha uma parceria com um atacadista e cuidava da logística de entrega.

Após a ação no metrô, a startup passou a ser procurada por varejistas interessados na ação e no canal de venda. A solução encontrada pelos sócios do negócio para aproveitar essa oportunidade foi migrar para o modelo de market place, uma espécie de shopping de supermercados. 

Atualmente, o cliente acessa a plataforma e digita o CEP para ter acesso aos varejistas parceiros. São eles que cuidam da operação de entrega. Atualmente, a Mercode tem 22 parceiros, mas sete estão integrados para a ação do metrô. O restante está em processo de integração com a plataforma. 

"Essa ação serve para mostrar que é possível fazer compras em um supermercado online", afirma Fabio Campos, sócio da Mercode com Igor Garcia e Gabriel Schiavoni. Ao contrário do ano passado, as gôndolas terão apenas os produtos, sem os preços. O consumidor só terá essas informações quando acessar a loja parceira no aplicativo. Ao acessar a loja, o usuário escaneia o QR Code do produto que deseja comprar para incluí-lo no carrinho de compras virtual.

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Escalável. De acordo com Fabio Campos, esse modelo de parceria tem duas vantagens. A primeira é oferecer uma maior variedade de produtos para o consumidor. Se com a loja única a variedade chegava a 5 mil produtos, agora esse número chega a 20 mil itens. 

A segunda vantagem está relacionada ao próprio negócio. "É um modelo mais escalável. Na medida que não temos que cuidar da operação logística, conseguimos expandir para outras cidades e trabalhar em mais áreas e com mais parceiros", explica Campos.

No ano passado, a startup faturou R$ 500 mil e registrou mais de 3 mil clientes. Para este ano, com o novo modelo de negócios, a previsão de faturamento é a mesma do ano passado, mas com uma previsão de movimentar R$ 5 milhões com o market place por meio dos varejistas parceiros. "Não é um ano de crescimento da receita, mas de crescimento da rede varejista", explica Campos. A expectativa é chegar a quatro capitais e firmar parceria com 50 empresas.  

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