Startup ajuda pessoas doentes a obter medicamentos experimentais

myTomorrows negocia com empresas farmacêuticas para conseguir remédios que estão em fase de testes

Estadão PME,

26 de janeiro de 2015 | 07h17

 Quando seu pai foi diagnosticado com câncer de pulmão, Ronald Brus deveria ter sido a última pessoa a se sentir impotente. Ele é médico e um executivo de longa data na indústria farmacêutica e de biotecnologia da Europa.

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Embora tenha conseguido informações sobre um medicamento experimental promissor para tratar a doença, depois de seis meses ele ainda não tinha recebido o aval legal para seu pai receber o tratamento porque os reguladores ainda não tinham aprovado para venda. Quando a aprovação veio, já era tarde: seu pai morreu na Holanda pouco depois.

Foi a partir deste episódio que Brus viu uma oportunidade de criar uma startup cujo serviço fosse acelerar o processo legal para que pacientes terminais tivessem acesso a drogas experimentais. Assim, criou a myTomorrows, que atua hoje por países da Europa e na Turquia.

A empresa funciona negociando diretamente com os desenvolvedores de drogas para o acesso a tratamentos promissores, agilizando a emissão de documentos e, mais tarde, enviar dados ao paciente sobre o uso do remédio.

"Pode levar 15 anos para uma droga ser aprovada, mas talvez depois de oito anos, é muito boa a evidência de que a droga funciona ou não funciona", diz Brus. "Nós acreditamos que é antiético não dar estes remédios aos pacientes", completou.

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