Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Spas e estéticas convergem serviços para enfrentar concorrência

Tendência minimiza impactos provocados pela desaceleração no setor de serviços

Roberta Cardoso,

21 de outubro de 2014 | 07h00

 O setor de serviços, principalmente o voltado ao segmento de spas, viveu uma boa fase entre 2010 e 2011. Porém, com o arrefecimento da economia nos anos sequentes, este mercado precisa encontrar alternativas para o faturamento do setor, com esforço, manter os R$ 370 milhões alcançados em 2013, segundo relatório da Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABC Spas).

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A solução do mercado para o seu iminente desaquecimento é a fusão entre a gama de serviços oferecidos em spas, antes dedicados apenas aos procedimentos de relaxamento e bem-estar, com os de clínicas estéticas, voltados à beleza e aparência. "Atualmente 90% destes estabelecimentos nascem ou se adaptam para atender os dois. O mesmo acontece com as (clínicas) estéticas, que estão passando a inserir tratamentos de relaxamento no portfólio assim como o conceito e ambientação dos spas urbanos", explica a diretora executiva da ABC Spas, Ana Paula Marques.

Tendência. A solução está se mostrando eficiente não só para os negócios, mas também para os consumidores. A empresária Ivana Dalla Zanna, proprietária do Omega 4, um estúdio para o corpo que nasceu como spa,  identificou a uma demanda reprimida por meio dos clientes. Fundado em 2011, o espaço atendia um público específico, já familiarizado com  procedimentos de relaxamento.

"Depois de seis meses da inauguração diagnosticamos que os frequentadores, à medida que alcançavam os resultados desejados, gostariam de dar continuidade aos cuidados com o corpo e também com a aparência", explica.

Com isso, Ivana investiu em pesquisas na região do bairro Paraíso, em São Paulo, onde o Omega 4 está localizado. "Nos primeiros meses, a procura aumentou em média 35%. Hoje, por incrível que pareça, a busca por tratamentos estéticos já está equilibrada com a de spa", diz.

O faturamento do negócio, em média de R$ 44 mil mensais, não chegou a sofrer queda com o desaquecimento do setor e ainda consegue abocanhar a fatia de clientes que agora concentram no local mais de uma atividade. "Hoje meus concorrentes são outros spas, clínicas estéticas e até academias por causa das aulas de pilates", analisa.

Situação semelhante a de Hilario Radra, fundador do Aum Universo em Movimento, um spa que não só passou a contemplar tratamentos estéticos, mas também de alimentação, com um restaurante especializado em refeições saudáveis.

De forma gradual, Hilario, que só entrou no ramo depois de mudar radicalmente o estilo de vida e também o profissional, foi ampliando sua carta de serviços. Atualmente o empreendimento atua em 13 diferentes núcleos. "Como cliente, tinha que ir a vários lugares diferentes durante a semana. Quando larguei a publicidade para montar um negócio queria resolver essa logística para as pessoas que moram em uma capital", explica. Está funcionando. O negócio cresceu cerca de 20% desde as implementações e a aumentou as fontes de receita. " 60% do movimento vem do spa, 20% de tratamentos estéticos e 20% do restaurante", diz."É uma questão de pouco tempo para que as receitas se equilibrem", conclui.

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