Rafael Arbex|Estadão
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'Sou MBA em conflito familiar', diz Jayme Garfinkel, da Porto Seguro

Empresário contou como ajudou a transformar o sonho do pai em uma grande companhia

Roberta Cardoso, ESPECIAL PARA, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2017 | 11h18

O empresário Jayme Garfinkel, presidente do Conselho da Porto Seguro, abriu a Semana Pró-PME, nesta quinta-feira (26), em São Paulo. O evento, que vai discutir todas as faces do empreendedorismo nos próximos três dias, começou com Garfinkel falando ao público presente sobre as dores e alegrias de empreender, principalmente em família.

Do nascimento da Porto Seguro, com apenas 200 funcionários, à companhia que hoje atende mais de 5 milhões de segurados de automóveis, foram várias fases. Garfinkel relembrou a trajetória do pai, idealizador da seguradora, e os desdobramentos da consolidação do negócio. “Nem sempre foram dias maravilhosos. A dificuldade existe e temos que lidar com ela. Paciência é chave do sucesso”, disse.

Empresa familiar. À frente do Conselho da Porto Seguro, o empresário contou como as relações familiares podem ser positivas e também conflituosas em um negócio familiar. “Na maior boa vontade você pode criar o conflito.” A divergência de ideias e pensamentos são, na maioria das vezes, os motivadores. Jayme contou sobre as experiências que teve ao longo da vida por trabalhar em uma empresa familiar.

 “Por 20 anos a relação com minha irmã ficou abalada por divergências que tive com meu cunhado. Conseguimos resolver quando abrimos capital. Vender a parte dela no negócio solucionou a questão.”

Hoje, com a família em harmonia, Garfinkel conta que estimula os dois filhos a conversarem sobre a empresa e suas respectivas carreiras. “A cada dois, três meses, eu e minha mulher fazemos uma reunião com os dois. A última nós deixamos os dois sozinhos para conversarem. É um bom exercício para todos e nos mantém unidos”.

O empresário ainda recomendou aos empreendores presentes a terem paciência, principalmente na tomada de decisões. “Não pode ser puramente emocional. Mas também não dá para ignorar que a emoção vai interferir muitas vezes na tomada de decisão. Então é bom lidar bem com ela.’

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