Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Skate movimenta R$ 1 bilhão em vendas no País e há oportunidades para pequenos empresários

Mercado reserva uma série de oportunidades para donos de pequenos negócios

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

29 de abril de 2014 | 06h30

O skate já foi marginalizado no Brasil. Mas isso faz muito tempo – a prática transformou-se em atividade esportiva aceita pela sociedade e, por isso, não é de se estranhar que empreendedores faturem alto no segmento. Segundo pesquisa realizada pela SGI Europe (Sports Good Intelligence), em parceria com a Adventure Sports Fair (ASF) e a promotora alemã de eventos esportivos ISPO, o País conta com quatro milhões de praticantes e o mercado movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano com a venda de roupas e acessórios.

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Para se dar bem nesse ramo, porém, é preciso conhecer bem o universo do skatista. Essa é a opinião de Alessandro Saade, professor de empreendedorismo da Business School São Paulo (BSP). "Pelo menos um sócio deve ser dessa área", recomenda. "As coisas orbitam em torno de um estilo de vida, que começa até mesmo na infância do consumidor e o empreendedor tem de estar atento a isso", complementa. O professor ressalta, porém, que o mercado começa a ficar mais amplo. "Inclui moda, música e lugares onde os adeptos frequentam."

 

Um dos empresários que obteve destaque nesse setor é Eduardo Dias, de Curitiba. Ele era skatista e resolveu fazer camisetas para vender no fundo do quintal de sua casa. "Eu colocava tudo em um mochilão e ia para São Paulo, Porto Alegre. Aproveitava para andar de skate e vender." Foi assim que nasceu a Drop Dead há 20 anos.

Dias cresceu e chegou a fabricar os produtos que vendia, ele contava com 200 funcionários só para o setor de costura. Mas para ganhar escala, ele se desfez da área industrial e se concentrou na gestão das linhas. Hoje, ele atua apenas com licenciador de suas marcas – além da Drop Dead são outras quatro marcas próprias. Ele também atua como representante no mercado nacional de empresas estrangeiras dedicadas ao nicho.

"Hoje o mercado está mais profissional, por isso resolvi não ter uma fábrica. Tem gente muito especializada nessas áreas e decidi focar nas marcas, que é o que conheço bem", afirma o empresário.

O mercado brasileiro de skate também atrai novos empresários, como é o caso do casal de namorados Arthur Bortolin, designer gráfico, e Rafaela D'Apice, formada em moda. Eles investiram cerca de R$ 15 mil para abrir a marca de roupas e bonés Vida Libre há um ano e meio na cidade de São Paulo.

"Largamos o emprego e fomos morar em Toronto, no Canadá, onde passamos seis meses. Depois passamos dois meses em Barcelona, na Espanha, para estudar todo o mercado", conta Bortolin.

Os produtos do pequeno negócio são vendidos na internet e em lojas que compram diretamente da empresa. “Estamos em 12 pontos de vendas, mas vamos crescer”, espera. Nos primeiros 11 meses, a empresa faturou R$ 30 mil e a meta para 2014 é faturar R$ 100 mil.

Evento. Marcas brasileiras e internacionais que atuam no ramo de skate reúnem-se hoje na feira de negócios URB Trade Show, que será realizada até amanhã em São Paulo. Essa é a segunda edição do evento. "No ano passado, a primeira edição recebeu 2,5 mil visitantes, entre lojistas e distribuidores e movimentou R$ 80 milhões, mas nessa segunda edição ela será 20% maior, com 80 expositores, e deverá movimentar R$ 150 milhões", afirma o organizador da feira Tiago Moraes.

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