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Sites para concurso público atraem não apenas estudantes, mas também investidores

Empresas estão de olho em mercado em expansão que já fatura R$ 50 bilhões

Renato Oselame, Estadão PME,

24 de junho de 2014 | 06h54

A corrida do brasileiro por uma vaga de trabalho no serviço público começa a abrir espaço para os professores virtuais, empresários do setor de educação à distância que investem em startups na área e, com aulas ao vivo e plataformas incrementadas, contabilizam receitas interessantes, além de chamarem a atenção dos investidores.

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O empresário Rodrigo Schluchting, por exemplo, abriu sua escola na internet, a Elo Concursos, aos 20 anos de idade. O negócio começou a operar em 2010, com aulas ao vivo e participação direta dos alunos. O empresário, que aos 18 anos já dava aulas, percebeu a demanda depois de trabalhar em cursinhos pré-vestibulares. 

Em parceria com Elias Daniel, Deodato Neto e Alison Moraes, que hoje atuam na gestão da empresa, Schluchting investiu R$ 50 mil. A proposta do site é a de simular um ambiente de aprendizado presencial. Durante as aulas, os usuários podem enviar perguntas aos professores, via sala de bate-papo. Toda a interação é gravada para os alunos que perderam a transmissão online.

Com apenas quatro anos, a escola já conta com 12 mil alunos e faturou R$ 500 mil em 2013. Para este ano, o empresário estima um aumento de até 40% nas receitas. A meta é chegar ao primeiro milhão em 2015. Essas perspectivas fizeram com que Schluchting abandonasse a graduação em Física e investisse em uma especialização na área de Marketing Digital. “A empresa começou a exigir muito de mim”, analisa.

A Rota dos Concursos, empresa criada em 2007, desenvolveu um banco de dados com mais de 600 mil questões de concursos. Este ano, o site atingiu a marca dos 300 mil usuários e espera gerar R$ 1 milhão em receitas. Com aportes da 500 Startups, da Monashees e da Gera Venture, a startup somou R$ 1 milhão em investimentos para otimizar o sistema.

A plataforma já identificava as questões mais pertinentes para cada candidato a partir dos assuntos cobrados nos exames, mas foi aperfeiçoada. “As pessoas têm mais condições de aprender coisas próximas do seu conhecimento atual. É com base nessa teoria que o novo sistema irá sugerir questões mais direcionadas”, afirma o cofundador e presidente da empresa, Henrique Guimarães.

Expansão

As ferramentas de ensino à distância respondem a demandas que não são supridas pela sala de aula convencional. “Não podemos ficar indo à classe escolar continuamente, é preciso outros meios para estar bem formado”, avalia Marcelo Pimenta, professor de inovação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O especialista, que também é blogueiro do Estadão PME, acredita que esse mercado está em expansão. “Vai ter muito crescimento pela frente, porque os formatos ainda não estão consolidados”, explica, "E isso significa muitas oportunidades”, completa Pimenta.

Motivos para investir não faltam. Os concurseiros, como são chamados aqueles que se preparam para concursos públicos, movimentam R$ 50 bilhões ao ano, segundo estimativa da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac). Os gastos vão desde o pagamento de cursos e livros didáticos até taxas para a realização das provas. A associação estima ainda que só 8% dos municípios tenham cursos presenciais, o que garante mercado para as plataformas online.

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