Lawrence Bodnar/AE
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Sites de compras coletivas faturam R$ 91,4 milhões em dezembro, aponta levantamento

Consumidores teriam economizado quase R$ 200 milhões com a aquisição dos cupons de desconto no fim de 2011

ESTADÃO PME,

17 de janeiro de 2012 | 11h41

 O setor de compras coletivas faturou R$ 91,4 milhões em dezembro do ano passado. O dado faz parte de estudo divulgado nesta terça-feira (dia 17) pelo Info Save Me, site que acompanha o mercado no País.

Ainda de acordo com o levantamento, no último mês de 2011 os sites especializados neste tipo de oferta publicaram quase 15 mil ofertas e conseguiram vender 1,5 milhão de cupons a um tíquete médio de R$ 64,57. Esse movimento significa que os consumidores teriam economizado R$ 185 milhões.

"O ano de 2011 foi excelente para as compras coletivas,c om a consolidação desse modelo de negócios, que caiu no gosto do brasileiro", afirma no comunicado divulgado nesta terça-feira Heitor Chaves, um dos criadores do site.

As ofertas de hotéis e viagens foram as mais vendidas no período e responderam por 34% do desempenho do setor. Em segundo lugar, de acordo com o estudo, aparece a categoria de saúde e beleza (20%). A categoria de produtos, mais genérica, responde por 18% do faturamento do setor.

O mercado de sites de compras coletivas cresceu muito no País - hoje são mais de 1 mil em atividade. Por isso, o pequeno empresário deve ponderar bem os prós e contras caso pretende iniciar um negócio deste tipo no ano-novo. Mesmo assim, o mercado virtual deve atrair cada vez mais pequenos empreendimentos, principalmente porque há espaço de sobra no setor com a chegada da classe C.

Hoje, oito em cada dez internautas brasileiros pertencem ao que se convencionou chamar de 'nova classe média'. Trata-se de uma fatia da população que, segundo dados do instituto de pesquisas Data Popular, movimenta R$ 378 bilhões em salários anualmente e que compra pela web tudo aquilo que até então não podia.

Cuidados

Bruno Oliveira é um dos empreendedores que aproveita o bom momento das compras virtuais. Ele é sócio do Magazine 25 de Março. A loja de artigos para festas começou na internet, em 2006, e hoje ganhou às ruas da cidade de São Paulo.

“É fundamental pensar para quem você está vendendo na internet. O alcance da loja virtual é muito maior do que o da física. Você tem de estar preparado para atender tanto uma pessoa que está próxima quanto outra que está localizada em outra parte do Brasil. E isso durante 24 horas. Qualquer descuido na logística de entrega, por exemplo, vai refletir na imagem marca”, pondera o empresário

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