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Site lança serviço que encontra emprego apenas para pessoas realmente bonitas

Pesquisas nos EUA apontam que, para homens, aparência pode ser mais importante do que formação acadêmica; no Brasil, estudo mostra que beleza em excesso pode ser um problema

Raquel Brandão, Especial para O Estado,

15 de outubro de 2014 | 15h39

Conhecido por aceitar apenas usuários considerados atraentes, o site de relacionamento BeautifulPeople.com criou uma ferramenta para que seus 750 mil usuários possam ter acesso facilitado ao mercado de trabalho.

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Além das companhias fazerem o primeiro contato, os membros do site também podem se candidatar às vagas. Segundo Greg Hodge, porta-voz do site dinamarquês, um empregador honesto admite valer a pena contratar uma pessoa de boa aparência.

“Pessoas atraentes criam uma boa impressão inicial nos clientes, conseguem bons negócios para a empresa e ganham mais”, diz o dinamarquês.

Em 2012, o economista americano Daniel S. Harmermesh lançou o livro O Valor da Beleza — Por Que as Pessoas Atraentes Têm Mais Sucesso, mostrando que pesquisas que indicam que a aparência pode influenciar - e muito - os salários.

Segundo seus levantamentos, mulheres bonitas têm rendimentos 4% maiores que a média. Já os homens belos têm contracheques 3% maiores que os menos atraentes. Os  homens feios, inclusive, podem receber até 22% a menos, o que sugere que a aparência, para eles, seria mais importante do que a educação.

No Brasil, porém, uma pesquisa recente aponta justamente para o contrário. Levantamento conduzido pela agência de recrutamento Elancers indicou que a beleza em excesso pode ser vista de forma negativa por aqui.

Ao ouvir 2.075 recrutadores pelo País, a pesquisa apontou que a maioria dos profissionais de RH, ou 46% deles, evita contratar pessoas muito bonitas para as vagas disponíveis.

Segundo Cezar Tegon, presidente da Elancers, apenas 2% dos pesquisados admitiu buscar no mercado pessoas com beleza acima da média.

“O ideal é que pessoas mostrem suas qualidades, suas competências profissionais e suas qualificações, sem se preocupar tanto com questões estéticas.”

Mulheres bonitas teriam suas chances de contratação reduzidas em até 30% em comparação às não tão atraentes pelo fato da seleção ser feita, majoritariamente, por mulheres (96%), solteiras (67%) e com idade média de 29 anos.

“há casos em que mulheres bonitas também são preteridas porque alguns recrutadores as consideram um 'fator de distração' no trabalho”, aponta Tegon.

A página do BeautifulPeople.com está disponível no País, mas seus criadores afirmam que apenas 20% daqueles que tentam fazer parte da rede social são aprovados pelos demais usuários.

"No Brasil, muitas empresas publicaram vagas do setor de finanças, vendas, marketing, da área médica e até mesmo houve um post recente para enfermeira para consultório odontológico." 

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