Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Site adaptado para celular não é luxo, é obrigação

Empresário precisa fazer a atualização tecnológica para atender melhor o consumidor e não perder tempo e dinheiro

Renato Jakitas, Estadão PME,

22 de abril de 2013 | 13h24

 Pouco importa o ramo de atividade da empresa. Segundo especialistas em tecnologia, os empresários que ainda não investiram em versões de seus sites para dispositivos móveis correm o risco de em muito pouco tempo tornarem irrelevante a presença de seus negócios na web.

Respaldados por levantamentos como o F/Radar – estudo realizado pela agência F/Nazca aponta que quase a metade dos internautas brasileiros faz uso de tablets e smartphones para acessar a internet –, eles dão como urgente e obrigatória a conversão das home pages corporativas para uma tecnologia capaz de se adequar a qualquer dispositivo móvel.

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Os custos de adaptação à nova tecnologia, como todo investimento na internet, dependem do nível de sofisticação programada. Mas o empreendedor pode tomar nota: em agências e consultorias especializadas, os preços partem de 30% do desembolso já realizado com a versão tradicional do site, podendo alcançar até três vezes o valor total da página da empresa na web. Mesmo assim, quem entende do assunto é categórico: o investimento compensa, uma vez que não se trata de luxo, mas de necessidade.

“Acho cada vez mais fundamental. É inevitável preparar o site para celulares e tablets. O investimento, devido ao custo e benefício, vai se diluindo com o tempo”, afirma Lucas Longo, fundador e professor do Instituto de Artes Interativas.

Leandro Ginane, sócio da deviceLab, consultoria especializada em teste de eficiência de sites e aplicativos, vai além. Para ele, a migração de tecnologia é questão de vida ou morte nos negócios atualmente.

"Independentemente da forma que está sendo acessado, se por smartphone ou desktop, se um site demorar mais do que três segundos para abrir, temos pesquisas que comprovam, 57% das pessoas tendem a abandonar a página. Se você tem um site que é projetado apenas para desktop, é natural que ele seja mais pesado no mobile”, afirma o especialista.

Ginane é defensor de uma tecnologia chamada ‘design resposivo’, que reconhece o tipo do aparelho que acessa a internet e adapta o layout e os recursos da página para ampliar a capacidade de navegação. “O problema é que, no Brasil, o empresário ainda não se atentou para isso. Acontece muito de se acessar um site pelo celular e aparecer aquele formato em que as letrinhas ficam pequenas e o leitor fica aumentando com o zoom, com os dois dedos, para poder ler. Essa é uma situação péssima de uso”, destaca Ginane. 

Com relação aos aplicativos, que ficam como ícones de atalho nos dispositivos, a sugestão de Luiz Carlos Vieira, professor do curso de pós-graduação em gestão em web do Centro Universitário Senac, é de que o empresário deve ter cautela. “O aplicativo é muito interessante, mas exige um investimento maior e só vai funcionar quando o site oferecer um serviço adicional e recorrente aos clientes.”

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