Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Simplicidade é a arma das empresas de vendas para criar bom ambiente de trabalho

Funcionários das empresas do setor mais bem colocadas no ranking do Great Place to Work elegem atitudes simples para deixar a empresa um bom lugar para trabalhar

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018 | 05h00

Entre as empresas do setor de vendas, a simplicidade é a arma para tornar o ambiente um bom lugar para trabalhar, sobretudo em tempos de crise. Segundo especialistas em gestão e funcionários das empresas do setor mais bem colocadas no ranking Great Place to Work (GPTW) – Pequenas 2018, um aperto de mão do dono, incluir o pão com mortadela na hora do café e sair mais cedo às sexta-feiras, já são motivos relevantes no combate a tensão e na melhora da cultura da empresa. 

:: Relação é chave para reduzir rotatividade ::

Funcionária da multinacional do setor de cosméticos Belcorp no Brasil, desde o início da operação da empresa no País, em 2011, Elaine Grolla, Gerente de Treinamento e Desenvolvimento, ainda fica admirada toda vez que o presidente do Grupo, o peruano Eduardo Belmont, vem ao Brasil e vai de mesa em mesa cumprimentando os 40 funcionários. “Já vivenciei alguns cenários e o clima organizacional de uma empresa é reflexo direto da atitude de seus gestores. O exemplo começa no topo. As pessoas não deixam as empresas, mas sim seus gestores”, diz. 

:: Veja ranking completo do Great Place to Work - Pequenas 2018 ::

Outra iniciativa simples e que reflete diretamente na melhora do ambiente, conta responsável pela equipe de Recursos Humanos da Belcorp, Priscilla Chohfi, foi o programa “Short Friday”, que reduz a carga de trabalho as sextas-feiras e as horas são compensadas durante a semana para que o colaborador desfrute do benefício. Essa política já era uma realidade em outros países da Belcorp, ainda não havia sido implantado no Brasil. “Achávamos que seria difícil pela carga de trabalho, mas hoje já está incluído em nossa cultura e é um benefício muito apreciado”, conta Chohfi. 

:: Salário já não é o mais importante para o funcionário :: 

:: 'O ambiente de trabalho está matando as pessoas' :: 

Na Stecar, concessionária de marcas de automóveis de luxo, um dos pontos altos do dia de trabalho entre os funcionários é o minuto do café, onde eles aproveitam para dar uma pausa no trabalho e interagir com as mais diversas hierarquias dentro da empresa, conta Fernanda Monti, supervisora de RH. Embora atue com vendas diretas de automóveis, a maioria dos funcionários está por trás das vendas, nas oficinas mecânicas. Há cerca de dois meses, Monti conta que, a pedido dos próprios mecânicos, o pão com mortadela entrou no cardápio do minuto do café. 

Como melhorar o ambiente durante a crise

Como o setor de vendas diretas é sensível a crises econômicas, a responsável pela equipe de Recursos Humanos da Belcorp, Priscilla Chohfi explica que é comum as pessoas ficarem inseguras, e a empresa reforça a comunicação transparente, com encontros mais frequentes de lideranças com funcionários.

Embora Monti diga que a concessionária Setcar, de quase 20 anos, não foi afetada pela crise, ela conta que a empresa foca na capacitação de seus funcionários em tempos mais fracos no mercado, com cursos dentro da empresa, sobretudo para os profissionais mais técnicos. 

 

Tudo o que sabemos sobre:
trabalho

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.