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Setor entra no foco das empresas

Programas de formalização estimulam contratações

Estadão PME

30 de maio de 2016 | 05h00

Pequenas e médias empresas, em geral, não necessitam de grandes frotas de veículos para viabilizarem suas operações e isso fez com que algumas seguradoras demorassem a perceber este público como foco de seus planos habituais de expansão. 

Essa percepção, entretanto, se modificou com a explosão de programas de incentivo à formalização, como o Microempreendedor Individual (MEI). Houve também o crescimento do número de empresas abertas no País. 

Em relação à categoria, no momento de contratar um seguro para automóveis, uma pequena ou média empresa leva em consideração, conforme constatou a pesquisa ‘Escolha PME’, o melhor custo-benefício do produto, a excelência na qualidade dos serviços e, por fim, a reputação diante do mercado. A média de satisfação da categoria é de 8,76 pontos, acima da média geral da pesquisa, que fica em 8,26 pontos.

SulAmérica revela sua estratégia

Para a SulAmérica Seguros, dar ao empresário atendimento semelhante ao cliente pessoa física é a maneira mais eficiente para ampliar sua carteira. O vice-presidente de Auto e Massificados da rede, Eduardo Dal Ri, explica esse conceito: “Não vemos a pequena e média empresa como uma entidade jurídica. Focamos o dono e seus colaboradores”, pontua o executivo, revelando parte de sua estratégia. 

“Pensamos do ponto de vista desse proprietário. Por trás dele, tem o empresário, com suas preocupações. Queremos entrar na vida e no cotidiano dessas pessoas”, avalia. A SulAmérica aparece, entre as seguradoras, com o maior índice de satisfação da categoria, com 93,2, e média de avaliação de 9,32 pontos, acima do índice para a categoria, que é de 8,76. A empresa, porém, aparece na terceira colocação enquanto objeto de desejo do cliente. “Não tínhamos o foco em PMEs. Investimos de forma maciça há três anos. Primeiro mudamos a qualidade, e depois o mercado muda o objeto de desejo.”

Entender o empresário é importante

A alta de 10% na inadimplência, percebida no ano passado, não interrompeu os planos de expansão da Porto Seguro para pequenas e médias empresas, foco dos 37 mil serviços corporativos realizados no período. Segunda colocada em satisfação de empreendedores, a seguradora tem no preço, principal drive de escolha da categoria, sua maior aposta diante da concorrência. “Trabalhamos com 250 atividades econômicas e 90% dos nossos serviços são feitos por uma equipe terceirizada, mas exclusiva. Isso permite um repasse baixo para o consumidor final”, conta o diretor-geral da Porto Seguro, Roberto Santos.

Já para a Mapfre, que segue a Porto Seguro no ranking de fornecedores, a demanda pela segmentação de serviços é, no mercado das pequenas e médias empresas, naturalmente mais alta. “Um pequeno empresário pode contratar apenas um veículo ou uma frota. A compra de um seguro sempre é muito racional”, aponta o diretor-geral de Automóvel e Massificados do Grupo BB E Mapfre, Jabis Alexandre.

 

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