Estevam Scuoteguazza/AE
Estevam Scuoteguazza/AE

Setor de serviços ganha espaço no país

Segmento foi o principal responsável pela expansão do PIB no primeiro trimestre de 2011

Carolina Dall'Olio, Estadão PME,

02 de agosto de 2011 | 23h00

O comércio sempre foi o grande reduto das pequenas empresas. Mas isso deve mudar nos próximos anos. Tudo porque o setor de serviços ganha, a cada dia, mais peso na economia brasileira. Ele aparece como principal responsável pela expansão do PIB no primeiro trimestre de 2011. E ainda criou, sozinho, 564.170 empregos formais entre janeiro e maio – o equivalente a 39% dos postos de trabalho abertos em todo País este ano.

“Os serviços se destacam hoje mais do que os outros setores porque sofrem impacto direto de três fatores novos na nossa economia: a evolução da tecnologia, o aumento de renda da população e a consequente expansão do consumo das famílias”, analisa Andrezza Torres, coordenadora nacional do setor de serviços do Sebrae. “Serviços antes restritos às classes A e B chegam à classe C, e a tecnologia também permitiu mais inovações, trazendo dinamismo para as empresas do ramo.”

Para Andrezza, a consolidação do setor de serviços é uma característica de economias mais maduras. “Nos países desenvolvidos, as empresas do ramo costumam ser as mais numerosas e funcionam como principal motor da economia.” A boa notícia é que no Brasil o setor ainda está em crescimento e há oportunidades para quem apostar em profissionalização e bom atendimento.

“Ainda não há uma concorrência forte no setor. A demanda é bem maior que a oferta”, diz Marco Imperador, sócio do Grupo Zaiom. Fundado em 2009, a empresa reúne hoje sete redes de franquias, como Doutor Faz Tudo (de manutenção predial) e Home Angels (de cuidados com idosos). Já são 530 franqueados. “Nosso mérito foi dar credibilidade aos prestadores de serviços, que antes eram trabalhadores informais.”

Criada há 17 anos, a rede de salões Beleza Natural, especializada em cabelos crespos e ondulados, recebe 80 mil clientes por mês nas 11 unidades do grupo. O segredo para se diferenciar em um mercado tão concorrido? “Investimos muito em treinamento e selecionamos pessoas que gostem de servir os outros. Caso contrário, não dá certo”, ensina Rogério Assis, vice-presidente da empresa.

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