Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Setor de franquias deve crescer 13,5% em 2013

Momento ruim da economia nacional não afeta o segmento, que ganha espaço no País ano após ano

Mariana Congo,

19 de dezembro de 2013 | 06h40

O momento ruim que atinge a economia brasileira ainda passa longe do mercado de franquias. Enquanto a média das previsões do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2013 está na casa dos 2,30%, o setor de franquias deve fechar o ano com alta de 13,5%, segundo previsão da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

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O resultado, diz o vice-presidente da organização, Gustavo Schifino, ficará pouco abaixo da previsão feita no início do ano (crescer 14% e faturar R$ 117 bilhões), mas confirma a importância do setor, que avança a taxas de dois dígitos desde 2005. “As franquias são a locomotiva da economia brasileira de comércio e serviços”, avalia. A expansão segue espalhada pelo País, mas com destaque para cidades do interior com cerca de 200 mil habitantes.

Como o desenvolvimento do franchising e a expansão dos shoppings se relacionam, o atraso na inauguração de nove centros de compras foi um dos fatores que influenciou o desempenho um pouco menor que o esperado pela ABF – a abertura de mil lojas ficou para 2014.

Aprendizado. Franqueado da rede de alimentação Divino Fogão há cinco anos, o empresário Rafael Garbin viu no novo Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo, a chance para unir o útil ao agradável: realizar seu desejo de abrir uma segunda loja da franquia sem ficar longe da unidade inicial, na mesma cidade. “Aprendi bastante com a primeira sobre a estrutura do negócio e os controles de qualidade”, diz Garbin. No shopping, além de maior segurança em comparação aos restaurantes de rua, o empresário vê a vantagem de ter um público garantido.

Uma das tendências deste ano no segmento foi justamente a expansão do perfil de franqueados donos de várias lojas, segundo avaliação feita por André Friedheim, sócio da consultoria Francap. “Isso é fruto do amadurecimento do setor e de uma preocupação com os ganhos de escala. Quando o franqueado tem várias unidades, ele consegue melhores negociações e pode ter uma central compartilhada de serviços financeiros e de recursos humanos, por exemplo”, diz.

Made in Brazil. Para 2014, a Associação Brasileira de Franchising estima alta de 12% no faturamento do setor de franquias. Em relação às marcas, a associação estima um número 8% maior no ano que vem. E a Copa do Mundo, no próximo ano, poderá se transformar em uma grande vitrine para os negócios.

“Mapeamos os principais aeroportos e shoppings próximos aos estádios para crescermos nessas áreas e sermos vistos durante os 30 dias da Copa”, afirma Rodrigo Perrí, sócio-diretor da Vivenda do Camarão. A rede de alimentação com foco em frutos do mar é um exemplo da aposta na expansão para fora do País. Segundo a ABF, o número de marcas Made in Brazil no exterior poderá dobrar em 2014.

A primeira unidade da Vivenda do Camarão nos Estados Unidos foi inaugurada este mês em Miami. A segunda será aberta em janeiro e contratos para mais cinco lojas já estão fechados. O cardápio foi reduzido, seguindo uma tendência da alimentação em shoppings norte-americanos, mas o diferencial da rede (e do Brasil), segundo Perrí, está na variedade de sabores e no cuidado para a apresentação dos pratos. 

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