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Setor de escolas de idiomas usa criatividade para aproveitar boom da Copa do Mundo e Olimpíadas

Empresários criam programas específicos para atender profissionais de segmentos que terão contato com estrangeiros

CRIS OLIVETTE, OPORTUNIDADES,

15 de outubro de 2012 | 15h30

 A realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no País está impulsionando o mercado de ensino de idiomas. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que em 2011 o setor de educação movimentou R$ 3,1 bilhões, registrando crescimento de 11%. “A necessidade de os brasileiros aprenderem uma segunda língua vai continuar aquecendo o setor nos próximos anos, mantendo o crescimento acima de dois dígitos”, diz o diretor administrativo da ABF, José Semenzato.

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Para conquistar esse público, as escolas usam de criatividade. A Flash! Idiomas, instalada há 21 anos no Centro do Rio de Janeiro, criou o curso “Inglês de Bandeja”, com aulas voltadas para garçons e maîtres de restaurantes que pretendem atender turistas durante os jogos. 

“O curso tem duração de 20 horas e ocorre no local de trabalho, focando a conversação”, diz a coordenadora Allyne Turano. “A proposta é ensinar como servir, atender bem, os nomes de alimentos, ingredientes e dos objetos de um restaurante.” Allyne conta que a escola criou projeto semelhante para taxistas e funcionários de hotéis.

Em São Paulo, a rede de franquias do Centro Britânico lançou o curso Hello Brasil, voltado para as necessidades de comerciantes, taxistas, garçons, policiais e outras categorias. “Firmamos parceria com a Polícia Militar e com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), dando 40% de desconto para profissionais dos dois órgãos e 20% para o público geral”, diz o gestor da rede Bruno Gagliardi. “Esperamos crescer 35% em faturamento este ano e 60% até 2014.” 

O garçom Ranielson Almeida, de 21 anos, aproveitou o desconto e está estudando inglês há quatro meses no Centro Britânico. “Estou achando muito bom, já dá para desenvolver um pequeno diálogo com os clientes.”

O aluno do quarto semestre de hotelaria Fabrício Paulino Peixoto, de 22 anos, estuda na UNS Idiomas há 13 meses. “Espero ter um bom vocabulário quando a competição chegar. Dentro de seis meses concluo o curso, mas vou continuar estudando para praticar até o final de 2013. Depois, quero aprender espanhol”, diz o jovem, que trabalha num hotel em Moema como chefe de garçom. O gerente de franquias da UNS, Carlos Coelho, diz que em 2012 houve aumento significativo na demanda. “As matrículas cresceram de 10% a 15 % sobre a média comum da rede.” 

O gerente de plantão de uma unidade do McDonald’s instalada na região Central de São Paulo, Washington Botelho, de 41 anos, resolveu estudar inglês no início deste ano. 

“Por trabalhar no Centro, já tenho muito contato com estrangeiros, mas na época da Copa o fluxo aumentará ainda mais e quero estar preparado para dar um bom atendimento.” Botelho está animado com o curso da Millenniun Línguas e conta que, entre os colegas de classe, há um garçom, uma vendedora e uma pessoa da área de turismo.

Um dos sócios da Millennium, Pérsio Burkinski diz que a escola oferece cursos presenciais e online com aulas ministradas por professores estrangeiros. Segundo Burkinski, um diferencial do curso está na metodologia própria, chamada de método psicolinguístico. “O programa ajuda os alunos a lidarem com obstáculos emocionais, como medo, timidez e dificuldade de falar em público.”

A rede de idiomas Yázigi criou o To The Point, voltado para profissionais do turismo. “Já formamos uma turma de 15 alunos e estamos montando outra”, conta a coordenadora pedagógica de uma unidade instalada no bairro Botafogo, no Rio. “É um curso bem situacional, que aborda temas do universo do turista. Damos uma formação para que esses profissionais possam fazer uma comunicação básica.”

Na zona leste de São Paulo, onde está sendo construída a Arena Itaquera, a demanda por aulas de inglês também tem aumentado. “Da janela de casa vejo o estádio. Decidi,então, começar a estudar inglês para poder ajudar os turistas estrangeiros que vão circular pelo bairro na época da Copa”, conta o aluno da unidade Itaquera da Wise Up Alexandre Gargi, de 16 anos. A coordenadora administrativa da Wise Up, Graziela Zaminiani, diz que a demanda tem crescido, assim como todo o entorno do futuro estádio.

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