Daniel Teixeira/AE
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Serasa: movimento nas lojas segue em desaceleração

Movimento dos consumidores nas lojas do País cresceu 0,3% em outubro ante setembro, mas segue em trajetória de desaceleração

Agência Estado,

04 de novembro de 2011 | 11h43

 O movimento dos consumidores nas lojas do País cresceu 0,3% em outubro ante setembro, aponta o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado hoje. Na comparação com outubro de 2010, a alta foi de 6,9%, e no acumulado do ano o aumento está em 9,1%. Mas o resultado acumulado até outubro segue em trajetória de desaceleração em relação às altas acumuladas nos meses anteriores (9,5% de janeiro a agosto e 9,4% de janeiro a setembro).

O movimento dos consumidores é medido por meio do volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. Pelo indicador, os setores de supermercados e vestuário puxaram o resultado de outubro.

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De acordo com a companhia, as altas ocorreram nos setores não dependentes de crédito para impulsionar as vendas. O setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas e o de tecidos, vestuários, calçados e acessórios foram os únicos entre seis avaliados que apresentaram crescimento em outubro ante o mês anterior, de 0,4% e 0,7%, respectivamente. Esses dois setores apresentam crescimento de 0,9% e 5,7%, respectivamente, em comparação com outubro de 2010 e de 4,4% e 0,9% no acumulado do ano até outubro.

Em todos os demais segmentos do varejo foram verificadas queda no movimento dos consumidores em outubro ante o mês anterior: -0,2% para móveis, eletroeletrônicos e informática; -0,5% para veículos, motos e peças; -0,5% para material de construção; e -1,2% para combustíveis e lubrificantes.

De acordo com nota da Serasa Experian, o resultado de outubro reflete efeitos do aperto monetário que vigorou no País até agosto, além das incertezas do cenário econômico internacional, que afugentou consumidores em busca de crédito. "Com exceção do segmento de combustíveis e lubrificantes, todos os demais segmentos varejistas que experimentaram recuo em outubro são setores nos quais o crédito é um impulsionador relevante para os negócios", afirma.

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