JF Diorio/Estadão
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Sensor que acusa adulteração de combustível vence desafio de startups

Equipe vencedora vai passar um mês no Vale do Silício e concorre a prêmio de US$ 100 mil

MARIO BRAGA, ESPECIAL PARA O ESTADO,

03 de junho de 2013 | 07h04

 Um sensor que acusa a adulteração de combustíveis. Essa foi a ideia vencedora do Desafio Intel. Uma disputa que envolveu 10 startups de universidades em todo o Brasil. O responsável pelo projeto vitorioso vai passar um mês no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e terá a chance de disputar uma prêmio de US$ 100 mil.

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A equipe vencedora, “Gloriosos”, é formada por universitários da Unicamp e desenvolveu um sensor que analisa líquidos e gases e permite, entre outras coisas, controlar a qualidade da gasolina e do etanol. "Criamos um sistema barato, preciso, que ainda pode ajudar o computador de bordo dos veículos a regular a autonomia, taxa de injeção de combustível, otimizando, assim, o desempenho do motor, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa e gerando economia de combustível", afirma Thierry Marcondes, um dos integrantes da startup.

Participantes. As propostas apresentadas no desafio eram variadas. A Can Game, de Recife, apresentou um jogo para auxiliar o tratamento de crianças autistas. O objetivo do projeto é intensificar o desenvolvimento cognitivo e reduzir a agitação, a agressividade e a irritabilidade dos pacientes.

Já a Domotic Center quer facilitar a vida das pessoas em suas casas. Os produtos da startup de Santa Catarina permitem que os usuários acendam e apaguem lâmpadas por meio de tablets, smartphones e computadores. O projeto é desenvolvido há dois anos e meio por quatro jovens com idades entre 22 e 27 anos. "Nós descobrimos que os produtos oferecidos para automação residencial exigem projetos com reformas incômodas, controles antiquados e preços exorbitantes. Percebemos um nicho no mercado e a oportunidade de empreender", conta Dimas Broering, aluno do curso de engenharia elétrica, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville.

O objetivo do Desafio Intel é incentivar esse tipo de iniciativa. “Queremos despertar a curiosidade e o interesse e revelar projetos que sirvam de exemplo para outras pessoas que queiram seguir uma trilha semelhante. A ideia é estimular os jovens a entrar na vida empreendedora”, afirma Emílio Loures, Diretor de Assuntos Corporativos da Intel do Brasil.

Próxima Fase. Um representante da "Gloriosos" vai passar o mês de julho em um programa de imersão no Vale do Silício, região nos Estados Unidos que concentra algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Entre as atividades programadas estão cursos, visitas a empresas e encontros com outros empreendedores e com fundos de investimento. O projeto brasileiro vai disputar com outros representantes da América Latina uma das três vagas para a etapa global da competição que acontece em outubro e dá ao vencedor um prêmio de U$ 100 mil.

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