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Sem dinheiro, empresário já morou em biblioteca da faculdade

Empresário deixou a vida de executivo de multinacional para ser empreendedor no interior mineiro

Cris Olivette, Oportunidades,

25 de fevereiro de 2013 | 11h11

A vida do mineiro Carlos Alves não foi fácil. Aos 14 anos, seus pais ficaram desempregados e ele teve de trabalhar como mecânico em uma oficina de bicicletas. Por ser bom aluno, conseguiu bolsa de estudo para concluir o ensino médio. Depois, foi aprovado no vestibular de várias universidades públicas e optou por fazer engenharia na Universidade Federal de Itajubá, no sul de Minas.

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Natural de Pouso Alegre (MG), chegou à nova cidade sem ter onde morar. “Nos primeiros dias, dormi na biblioteca da faculdade até conseguir permissão para dormir na sala da casa ocupada por estudantes de minha cidade. Eu ajudava os colegas da república nos trabalhos da faculdade em troca de comida. Mas a partir do segundo ano, tive bolsa de iniciação cientifica e as coisas melhoraram.”

Ele conta que os primeiros passos para se tornar empresário ocorreram durante a fundação da Empresa Júnior da faculdade. A chama empreendedora, porém, ficou adormecida quando passou a trabalhar numa multinacional portuguesa de cabos automotivos. “Em dois anos, me tornei gerente comercial. Depois, fui trabalhar no grupo Whirpool como gerente internacional de vendas e marketing. Morei nos Estados Unidos e na Argentina nesse período.”

Sua vida de executivo foi deixada de lado em 2004 quando resolveu se casar. “Minha noiva era de Itajubá e não queria deixar a cidade, então resolvemos comprar a Casa América, que estava instalada na cidade havia 50 anos.”

O estabelecimento vendia produtos diversos como roupas, tecidos, mel e queijos. “Logo de início percebemos que seria preciso rejuvenescer o comércio e a carteira de clientes, e passamos a vender artigos de casa, enxovais, moda e calçados.”

Alves relembra as dificuldades. “Estava acostumado a trabalhar em multinacional, onde tinha verba para executar projetos. Nesse processo de mudança, quase afundei junto com a empresa. Mas com determinação e muito trabalho o negócio engrenou.”

Hoje, nove anos depois, o negócio que operava com sete funcionários emprega mais de 100 pessoas e conta com cinco lojas físicas e 70 mil clientes cadastrados, além de uma importadora. “Nesse período, o faturamento ficou dez vezes maior”, afirma.

Segundo Alves, há dois meses a Casa América criou uma loja virtual. “Investimos quase R$ 1 milhão nesse projeto, porque acreditamos na expansão contínua das compras online.” Para quem quer empreender na área de varejo e não tem base, ele recomenda: comece com uma franquia de baixo custo.

“Essa experiência vai preparar a pessoa para o dia a dia da loja. Também é preciso pesquisar bastante e não fazer previsões muito otimistas para não se frustrar logo de início.”

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