Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Se você acha que é fácil fazer e vender camisetas, é melhor ler o depoimento desses empresários

Além de qualidade, é preciso conhecer as preferências do consumidor para não meter os pés pelas mãos

ESTADÃO PME,

09 de junho de 2014 | 06h59

Em um avaliação superficial, fazer e vender camisetas pode parecer simples. Mas não é. Durante a discussão sobre o segmento, três empresários mostraram que é preciso ter qualidade e sinergia com o consumidor para evitar devoluções em uma compra online. O motivo é simples: fazer a logística reversa pode acabar com o negócio.

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Para evitar a insatisfação do cliente, o empresário Henrique West, por exemplo, investe em camisetas feitas com uma malha pré-encolhida e que tenham qualidade. “O custo de você reparar, fazer a logística reversa, é um absurdo. Trabalhamos para oferecer um produto de qualidade para não termos problemas”, afirma um dos proprietários da Siamese.

Eder Lima, criador do comércio online Humor Chique, concorda com West. “Se tiver que fazer logística reversa seu lucro vai para o espaço. Tem que ter qualidade”, afirmou. Depois de errar muitas vezes na escolha de uma estampa e na quantidade produzida, hoje Eder tem mais facilidade para saber o que o consumidor busca. Toda semana uma equipe pesquisa as sugestões feitas pelos clientes para decidir as novas estampas. “Hoje estou produzindo só o que vou vender.”

Entre os sucessos de vendas está um moletom, produzido em 2012, com “carinhas de memes.” O termo é usado para se referir a um conceito ou imagem que se espalha rapidamente no mundo virtual. “Eu não achava bonito. Mas vendia muito. Chegamos a vender mil peças em um dia. A febre passou e acho que tenho esse produto até hoje. Mesmo tendo sobrado bastante, valeu a pena.”

Ao contrário da Siamese e da Humor Chique, que confeccionam as próprias peças, a loja It’s Only Rock’n Roll trabalha com camisetas importadas e licenciadas de bandas. A variedade é grande: 137 conjuntos. “Tentamos trazer variedade de estampas. Tudo bem, tem a ‘língua’ dos Stones, mas temos outras sete estampas diferentes, todas licenciadas”, explicou uma das sócias do negócio, a empreendedora Sandra Kempenich. 

Para definir os grupos que integram o portfólio da loja, a escolha inicial é pelas bandas clássicas. Sandra ainda recebe muitas indicações, mas ela mesma faz uma ressalva: “Não adianta ser a banda do primo.”

Para quem pretende empreender no segmento, os participantes do Encontro PME deixaram suas recomendações. Sandra contou que o plano de negócios da empresa foi feito com base no sonho dos sócios, todos apaixonados por rock. “Sentamos e pensamos o negócio, colocamos no papel, por mais difícil que seja. Isso é importante para acertar um pouco no investimento, caso contrário, você gasta muito e o retorno inicialmente não é tão grande”, aconselhou.

Henrique West também destacou o planejamento. “No mercado de moda, se você erra uma estampa, derruba a marca. Projetos são legais de fazer, mas tem hora certa de executar.” Já a dica de Eder Lima para quem pretende montar um negócio é simples: aposte na loja virtual. 

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