Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

São Paulo é o estado que acolhe o maior número de startups do País, aponta pesquisa

Crescimento de cidades médias do Norte e Nordeste pode em breve modificar esse mapa

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

16 de outubro de 2013 | 06h39

As regiões Sudeste e Sul são as que abrigam o maior número de startups e organizações que auxiliam o desenvolvimento dessas novas empresas no País. Pesquisa da Associação Brasileira de Startups, realizada entre seus associados, mostra que três estados respondem por 40% das startups.

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São Paulo, com 599 empresas, lidera o ranking; em seguida aparece Minas Gerais, com 175, e Rio de Janeiro, com 169. Dos empreendimentos que participaram do levantamento, apenas 12 informam que foram ‘acelerados’ por alguma instituição e 23 participaram de programas de incubação. "Existe uma corrida pelo ouro nesse mercado", diz Gustavo Caetano, empreendedor e gestor da entidade.

O número de incubadoras também é maior nas regiões Sudeste e Sul. Mas, de acordo com Francilene Procópio Garcia, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), é importante destacar que nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste existem cidades de médio porte em crescimento e isso deverá estimular novas iniciativas empreendedoras. "Temos um cenário muito promissor que nos aponta para um Brasil que está tentando desvendar rotas mais empreendedoras de crescimento", diz a especialista.

Dados da Anprotec mostram que a taxa de crescimento de empreendedores que procuram apoio de incubadoras é de 30% ao ano. E essas organizações, segundo Francilene, estão em busca de aprimoramento. "Nossas incubadoras estão cada vez mais desafiadas a melhorar sua capacidade de ofertar serviços e se profissionalizar na direção de melhorar a qualidade de suas atividades."

Os estados que mais têm incubadoras, segundo levantamento da associação, são São Paulo, que detém 20,8% do total, Minas Gerais, onde estão 9,6%, Santa Catarina, com 9,1%, Rio Grande do Sul, com 8,5% e Rio de Janeiro, que tem 7,2%.

Um estudo realizado em 2011 – dado mais atual à disposição – pela Anprotec, em parceria com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, informa que o Brasil tem 384 incubadoras em operação. Elas abrigavam 2.640 empresas e geravam 16.394 postos de trabalho. Essas incubadoras ajudaram 2.509 empreendimentos, que faturam em torno de R$ 4,1 bilhões e empregam perto de 30 mil pessoas. Esse mesmo estudo revelou outro dado importante: 98% das empresas incubadas inovam, sendo que 28% delas têm foco no âmbito local, 55% no nacional e 15% no mundial.

A verdade é que o papel desse tipo de organização é fundamental, afinal, os empreendedores têm mais chance de dar certo quando recebem apoio. "A taxa de mortalidade das empresas que passam por incubadoras é bem menor do que a de empreendimentos que são abertos no mesmo período e não têm apoio desses ambientes", diz Francilene.

A presidente da Anprotec informa que o setor no qual as incubadoras mais atuam é o de tecnologia, com uma participação de mais de 45%. A maioria dos empreendimentos incubados são de empreendedores jovens, que acabaram de se formar no nível superior ou terminaram a pós-graduação. "São pessoas que hoje estão decidindo mais pelo caminho do negócio próprio", afirma.

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