Saiba o que fazer e como aplicar o lucro do Dia dos Pais

Antes de investir os ganhos, o empreendedor deve analisar o que sua empresa realmente precisa

Ligia Aguilhar, estadão PME,

15 de agosto de 2011 | 00h10

Tão importante quanto o lucro obtido com o aumento das vendas no dia dos pais – estimado em 8% pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) – é saber a melhor forma de aplicar esse dinheiro na empresa. Para ajudar na tomada de decisão, o Estadão PME consultou especialistas que ensinaram a identificar as melhores opções de acordo com o estágio de cada empresa.

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1 - Atenção ao fluxo de caixa

Antes de fazer planos com os ganhos, o empreendedor deve analisar o fluxo de caixa para saber quanto do recebimento foi, de fato, lucro. “Muitas vezes para atrair mais clientes as lojas oferecem opções maiores de parcelamento, o que pode ser um problema, já que normalmente o pagamento do fornecedor de matéria-prima é feito à vista”, diz Márcio Iavelberg, da consultoria especializada em pequenas e médias empresas Blue Numbers. Se o planejamento prévio não tiver sido bem feito, o empreendedor pode precisar de um empréstimo para ficar em dia com os fornecedores, e assim ter parte do seu lucro destinado ao pagamento de juros bancários.

2 - Defina um objetivo

Você montou uma empresa para ter lucro ou para ficar rico? Essa é a pergunta que o consultor do Sebrae-SP Reinaldo Messias sugere que todo empreendedor faça a si mesmo diante de um ganho significativo. “Muitas vezes a empresa tem apenas uma função social para o empresário, ele não almeja crescimento, apenas uma melhoria no padrão de vida”, diz. Mas se o empreendedor quer ver sua empresa se desenvolver e o lucro aumentar, o melhor é investir ao menos uma parte dos ganhos para financiar o capital de giro. “Há quem use esse dinheiro para mudar o layout, outros para capacitar funcionários ou até para abrir uma filial”, diz. O lucro também pode ser aplicado em outros negócios. “O empreendedor pode estabelecer outras sociedades e aumentar seu ganho investimento em setores que estão crescendo, como o de serviços”, sugere Messias.

3 - Invista onde sua empresa realmente precisa

Antes de investir, os especialistas sugerem que o empreendedor analise bem o que sua empresa precisa. “Os meses que seguem uma data comemorativa costumam ter movimento fraco”, lembra Iavelberg, da Blue Numbers. Se a companhia não tiver muito dinheiro em caixa, pode ser interessante guardar uma parte para financiar despesas nos meses em que o movimento cair ou até mesmo para fazer o pagamento do décimo terceiro salário dos empregados no fim do ano. Já se a receita dos meses subsequentes for suficiente para pagar as despesas, investir em melhorias no negócio é uma boa opção. Os especialistas, no entanto, sugerem que o empreendedor evite usar esse dinheiro para aumentar o estoque. “Se ele trabalha com importados, a oscilação do dólar pode fazer ele perder dinheiro”, exemplifica Iavelberg.

4 - Pague as contas

Se a empresa estiver endividada, os investimentos devem ficar para outra hora. A melhor alternativa é quitar o débito e assim evitar perder dinheiro com o pagamento de juros. “A empresa ganha mais com a eliminação das dívidas do que com os juros de um investimento”, diz Iavelberg.

5 - Cuidado com aplicações financeiras.

“A crise de 2008 não esbarrou no Brasil, mas continua impactando grandes potências. Não dá para ficar brincando com o mercado de capitais”, diz Messias, do Sebrae. Iavelberg também sugere que os investimentos sejam a última opção, especialmente se o empreendedor tiver pouco conhecimento sobre o mercado financeiro. Ambos recomendam que, no máximo, seja feita alguma aplicação em fundos de renda fixa. “Os juros  e o risco são baixos”, destaca Iavelberg.

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