Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Ri Happy retoma plano de expansão por franquias e promete faturamento de R$ 3 milhões ao ano

Modelo adotado pela rede será usado para abrir novas lojas da marca em cidades menores

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

11 de junho de 2013 | 07h00

Depois de três anos paralisado, a Ri Happy vai retomar o plano de expansão por meio de franquias. A estratégia é aproveitar o conhecimento no segmento da PB Kids, adquirida há um ano pela rede de brinquedos. A meta é abrir entre três e seis unidades ainda este ano para, a partir de 2014, inaugurar dez novas franquias anualmente.

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De acordo com o diretor de expansão e novos negócios da Ri Happy, Renato Floh, o plano de crescer por meio de franquias ficou paralisado porque a empresa não estava estruturada para o modelo. “O segmento de franquias é muito específico. Se você não tem estrutura e cabeça voltada para operar dando a atenção que o franqueado precisa, e uma estrutura interna para dar esse suporte, a chance de não conseguir um bom resultado é muito grande. E o bom resultado é com as duas partes satisfeitas”, explica Floh.

O executivo atuava como gerente geral da PB Kids e assumiu a diretoria de expansão e novos negócios do grupo com a venda para a Ri Happy. Em março de 2012, o fundo de private equity Carlyle fechou a compra de 85% do capital da Ri Happy. Três meses depois, a rede comprou a concorrente. “Um dos pontos interessantes na aquisição foi o fato da PB Kids já trabalhar o modelo de franquias. Das 67 lojas, 19 são franquias”, pontua. Já a Ri Happy tem 127 unidades, com apenas uma franquia.

A estratégia para crescer por meio do franchising será adotada para atingir cidades menores, com até 300 mil habitante, que no primeiro momento não seriam prioridade para atingir com lojas próprias, escolhidas para locais com mais de 500 mil moradores. Já entre 300 mil e 500 mil, a rede vai estudar a abertura entre os dois modelos.

O foco inicial será abrir pontos nos shoppings, por conta do fluxo de pessoas e da força da Ri Happy, marca escolhida para a expansão. “Como estamos indo para cidades menores, e como a Ri Happy tem um investimento em mídia e marketing mais alto, a marca é mais conhecida nesses centros do que a PB Kids e acreditamos que a possibilidade de sucesso é maior”, diz Floh. Este ano será a primeira vez que a Ri Happy participará da Feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que começa amanhã, em São Paulo.

Lista. A Ri Happy pretende retomar o contato com os interessados cadastrados enquanto o plano de franquias estava paralisado. “Muita gente ia nas lojas ou mandava e-mail para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor)”, conta Floh. Para abrir uma unidade da rede será preciso ter pelo menos R$ 900 mil para investir. O valor inclui taxa de franquia, capital de giro e custo para obras.

Para uma loja de cerca de 300 metros quadrados, a estimativa é de um faturamento de R$ 3 milhões ao ano, com lucro entre 5% a 10%. O prazo de retorno estimado varia entre 36 e 48 meses com prazo de contrato de dez anos. Mas o diretor alerta que a rede não está em busca de pessoas só com dinheiro. “O franqueado precisa ter um perfil empreendedor e que esteja disposto a operar a loja. Hoje em dia é muito difícil encontrar aquele franqueado que simplesmente coloca o dinheiro e espera ele retornar. É preciso estar muito envolvido”, diz Floh.

Expansão. Pesquisa da consultoria GfK mostra que o mercado de brinquedos no Brasil movimentou R$ 4,82 bilhões no ano passado, 15,6% a mais em relação ao ano anterior. Marcelo Nakagawa, professor de Empreendedorismo do Insper, aponta duas considerações sobre o mercado. O primeiro diz respeito ao alto potencial do setor diante da nova classe média, principalmente na região Nordeste.

“O outro ponto é que o conceito de brinquedo se expande. Cada vez mais as empresas enxergam um mercado de entretenimento e desenvolvimento, e não só de brinquedos. Isso evidencia a necessidade de se pensar em novas soluções”, destaca.

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