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Renda domiciliar de SP cresce menos que a brasileira, revela Ipea

Pesquisa mostra que, enquanto a renda domiciliar per capita no Estado avançou 9,3% de 2001 a 2009, a média nacional deu um salto de 23,5%

Wladimir D'Andrade, Agência Estado,

24 de janeiro de 2012 | 15h48

 Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira, 24, mostra que o ritmo de crescimento da renda domiciliar média per capita no Estado de São Paulo entre 2001 e 2009 foi bem inferior à média nacional e também do Sudeste. Enquanto a renda domiciliar per capita no Estado avançou 9,3% no período, de R$ 738 para R$ 807, a média nacional deu um salto de 23,5%, ao passar de R$ 511 para R$ 632. A média de crescimento da Região Sudeste foi de 17,3%, ou de R$ 647 em 2001 para R$ 759 em 2009. "Com esse aumento de 9,3% ao longo do período, o Estado apresentou crescimento muito aquém da média nacional e também da região", afirma o estudo.

O Ipea destaca que, mesmo com crescimento inferior, a renda média per capita em São Paulo permanece em nível "muito superior" à média do País e da Região Sudeste. No período, o Estado conseguiu encurtar a distância entre a renda domiciliar per capita média da zona rural e da urbana. Assim, enquanto para a população rural o crescimento entre 2001 e 2009 foi de 35,6%, para a urbana chegou a apenas 8,5%.

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Na análise sobre a pobreza extrema, o total de pessoas que ganham menos de R$ 67,07 por mês passou de 4,2% da população paulista para 2% no final da série. Os índices de pobreza extrema nacional e da região caíram, respectivamente, de 10,5% para 5,2% e de 5,6% para 2,3%. A diferença no nível de desigualdade também é favorável a São Paulo na análise pelo Índice de Gini. Em São Paulo, o indicador ficou em 0,484 em 2009, enquanto o País apareceu com 0,540 e a região Sudeste, com 0,507. Quanto menor o índice, melhor a distribuição de renda.

São Paulo apresentou, no período, o maior crescimento em relação ao porcentual da população idosa assistida pela Previdência Social. Enquanto a parcela de idosos no Brasil cobertos por benefícios previdenciários e assistenciais permaneceu estável em 77,4% entre 2001 e 2009, no Sudeste houve alta de 74,4% para 76,3% e no Estado paulista, de 71,2% para 75%. "Destaca-se o crescimento da cobertura da população rural de São Paulo, cujo índice passou de 66,2% em 2001 para 77,3% em 2009, crescimento de 16,8%", afirma o estudo.

Mortalidade infantil - Outros dois índices apresentados no estudo destacam São Paulo - o que mede a mortalidade infantil e a taxa de homicídios entre homens. No primeiro caso, o índice passou de 16,5 mortes por mil crianças nascidas vivas em 2001 para 13,1 em 2007 (última atualização do Ipea). No Brasil, o índice em 2007 era de 20 e no Sudeste, de 14,6.

Em relação à taxa de homicídio entre homens de 15 a 29 anos de idade, enquanto São Paulo em 2007 tinha 52,3 mortes a cada 100 mil habitantes, no Brasil o índice era de 94,3 e no Sudeste, de 88,8. Este número, de acordo com o estudo, serve como um indicador aproximado da violência urbana, "uma vez que os homicídios relacionados com questões de tráfico afetam mais os homens jovens."

O nível de desemprego no Estado caiu de 10,8% em 2001 para 9,3% em 2009, porcentual mais elevado do que o verificado em 2009 para o Brasil (8,2%) e para o Sudeste (8,6%). A remuneração média no Estado era de R$ 1.362 em 2009. No Brasil, esse valor era de R$ 1.116,39 e no Sudeste, de R$ 1.264.

Internet - A escolaridade da população paulista é, em média, maior que a da Região Sudeste e do País em geral. Em 2009, a média do Estado era de 8,5 anos de estudo entre a população a partir de 15 anos. Na região, a escolaridade chegou a 8,2 anos e no País, a 7,5 anos. Entretanto, o crescimento da escolaridade desde 2001 verificado no Estado (15,1%) foi inferior ao observado no País (18,7%) e na Região Sudeste (15,5%). Em relação ao índice de analfabetismo, São Paulo possuía em 2009 4,8% da sua população de 15 anos ou mais analfabeta, ao passo que no Brasil a taxa era de 9,7% e no Sudeste, de 5,7%.

O estudo mostra também que, enquanto no Brasil a cobertura de água encanada era de 87,7% em 2009, em São Paulo o porcentual atingiu 98%. No caso da cobertura de energia elétrica, o índice do Estado está praticamente universalizado - 99,92%, ante 98,82% no Brasil e 99,80% no Sudeste.

Ainda segundo o Ipea, São Paulo apresentou em 2009 maiores índices de penetração do celular e da internet entre a população. No Estado, 87,42% dos domicílios possuíam ao menos um aparelho celular. Já no Brasil o porcentual era de 81,05% e no Sudeste, de 85,96%.

Quanto à internet, 42,20% dos paulistas possuíam acesso à web naquele ano. No Brasil, eram 28,14% e no Sudeste, 37,76%. "É plausível afirmar que esse item (internet) ainda pode ser considerado um 'luxo', mesmo em nível nacional", pondera o Ipea.

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