Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Redes priorizam o ensino para crianças

Facilidade de aprendizado e pronúncia é apontada como a principal vantagem para o ensino na fase inicial de desenvolvimento

Gisele Tamamar, Estadão PME,

03 de novembro de 2012 | 09h55

Investir na segmentação pode ser uma alternativa para se diferenciar no setor de escolas de idiomas. Uma das opções é focar em aulas para crianças a partir dos 2 anos. A facilidade de aprendizado e pronúncia – a criança não tem vícios de linguagem que dificultam o ensino – é apontada como a principal vantagem para o ensino na fase inicial de desenvolvimento.

A Teddy Bear, de Florianópolis, por exemplo, desenvolveu um método interativo para despertar o interesse infantil. E isso inclui até aulas experimentais de culinária e horta. Tudo para estimular os pequenos alunos e tornar o processo de aprendizado mais atraente e dinâmico.

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“Depois de 22 anos desenvolvendo o método e com a experiência adquirida, temos um plano de abrir 30 novas escolas nos próximos cinco anos”, relata o diretor administrativo da rede, Tony Franceschi. Atualmente, a marca conta com três unidades próprias e outras cinco administradas como franquias.

O consultor em estratégia empresarial Geraldo Leal de Moraes, de 70 anos, resolveu abrir uma unidade da Teddy Bear depois que sua filha estudou na escola, o que permitiu ao empresário conhecer com mais detalhes o método utilizado. Ele conta que investiu R$ 450 mil para instalar-se na Vila Nova Conceição, bairro de São Paulo.

Em funcionamento há um ano e meio, a escola conta atualmente com 110 alunos e tem capacidade para atender 600. “O ponto de locação é o mais caro, mas resolvi investir por uma filosofia de vida e fiquei encantado com o método. Temos 98% de retenção de alunos”, comemora Geraldo Moraes.

Outra rede no País é a The Kids Club. Dona da própria escola de inglês, a empresária Sylvia Helena de Moraes Barros notou a falta de um curso específico para crianças e resolveu trazer a metodologia inglesa para o Brasil ainda em 1994.

“No começo, a demanda era razoável e havia muitas dúvidas sobre os benefícios do aprendizado na infância. Hoje, isso está mais claro”, diz Sylvia. Ela espera fechar 2012 com 120 unidades, entre escolas próprias e aquelas abertas em parceria com outras instituições. O faturamento deve chegar a R$ 5,8 milhões.

Quem usa, aprova. Quando montou a escola de recreação e acompanhamento escolar Conexão Criança, em São Paulo, Alessandra Burjato, 45 anos, optou pelo método proposto pela rede The Kids Club. Das 120 crianças da escola, 50 estudam inglês. E isso representa 25% do faturamento do estabelecimento.

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