Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Redes estrangeiras de franquias pretendem invadir o Brasil

Opções devem crescer com a chegada de grandes e pequenas redes ao País

LIGIA AGUILHAR, ESTADÃO PME,

27 de julho de 2011 | 16h30

Os novos consumidores da classe C, o crescimento da economia e a perspectiva da continuidade dos bons resultados nos próximos anos não impressionam só as empresas nacionais. É cada vez maior o número de marcas estrangeiras interessadas em desembarcar no Brasil.

Apenas a consultoria Global Franchise, uma das maiores do País no segmento, negocia atualmente com mais de 20 redes interessadas em encontrar um master franqueado no País.

Uma delas é a loja de departamentos americana Sears, que desistiu da operação brasileira na década de 90, mas que pretende retornar no início de 2012. Segundo o presidente da Global Franchise, Paulo César Mauro, a assinatura do contrato com um grupo de investidores está, inclusive, em andamento. Por isso, a consultoria já cadastra interessados nas franquias, que exigirão US$ 200 mil de investimento.

A espanhola Mango, especializada em moda feminina, tem uma loja funcionando em Ipanema, no Rio de Janeiro, mas procura em todo o País interessados em abrir unidades da marca.

O Consulado dos Estados Unidos, por sua vez, está intermediando o retorno da rede de restaurantes TGI Friday´s, que no ano passado fechou todas as lojas da sua operação brasileira. "A ideia é conseguir um novo parceiro para voltar ao País com um conceito diferente", diz o cônsul Scott Shaw. O foco da empreitada seria a capital de São Paulo, com a abertura de dez lojas.

Mas para se tornar representante de uma marca internacional, o ideal é ter experiência no varejo, opina Marcelo Santa Cecília, que há um mês e meio abriu, no Rio de Janeiro, a primeira loja da rede inglesa de frozen iogurte Snog. "O dono da marca quer ter segurança de que a empresa será bem representada", diz. E se por um lado a vantagem da franquia internacional pode estar na força da marca, por outro, o desafio do empresário será construir uma cadeia local de fornecedores. “Você tem que desenvolver vários detalhes sozinho.”

Já Ricardo Rocha, que em março deste ano se tornou master franqueado da rede norte-americana Five Star Painting, acredita que a franquia internacional deve ser encarada como investimento de longo prazo. "Eu só terei rentabilidade após a abertura de 20 lojas", diz. A espera, porém, compensa. “Comprando uma franquia brasileira eu não seria master franqueado, o que é bem mais lucrativo”, compara.

O investimento para se tornar sócio de uma rede pode ultrapassar a casa dos milhões. No entanto, há marcas menores, especialmente no ramo de serviços, que exigem quantias menores, a partir de US$ 100 mil, estima Mauro, da Global Franchise.

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