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Rede social permite troca de serviços entre usuários

WinWe pretende atrair internauta disposto a trocar "conhecimentos e habilidades" de graça

Camila Souza, Especial para O Estado de S. Paulo,

24 de agosto de 2012 | 06h03

 A rede social WinWe nasceu com uma proposta inovadora: permitir que usuários troquem serviços entre si de forma gratuita. Há pouco tempo no ar, o canal já reúne 10 mil pessoas — número que cresce diariamente. 

O idealizador da rede, o empresário Marcelo Spinassé Nunes, conta que investiu R$ 100 mil de seu próprio bolso no projeto e não busca um retorno imediato. Os investimentos feitos até agora foram aplicados na contratação de quatro funcionários e na infraestrutura da plataforma, que inclui custos com servidores e conectividade.

A ideia de criar aWinWe surgiu após uma experiência pessoal de Marcelo. Ao ver sua mulher trocando mensagens pelo Facebook com uma amiga que queria orientações para a decoração de uma festa de aniversário, ele percebeu que não existia um serviço semelhante.

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O empreendedor buscou na internet plataformas que oferecessem esse tipo de intermediação e encontrou um exemplo de uma rede social criada por uma organização não-governamental voltada para moradores de Portland, no sul da Inglaterra. Lá, usuários oferecem seus serviço de forma gratuita, de encanador a eletricista.

Funcionamento

O princípio do WinWe é a reciprocidade. Ao realizar o cadastro na rede, que pode ser feito pela conta no Facebook, o internauta recebe uma moeda virtual chamada "job". Com ela, o usuário pode usufruir de serviços. Para acumular mais "jobs", em contrapartida, é necessário oferecer mais habilidades e conhecimento.

Para manter a plataforma funcionando, Marcelo planeja um gasto mensal de R$ 16 mil. Inicialmente, a ideia é manter a gratuidade da troca de serviços. No entanto, o empresário admite que, caso a iniciativa se popularize, há a possibilidade de buscar uma remuneração por meio da oferta de serviços com custos subsidiados.

“Quando a rede tiver centenas de milhares de usuários, vamos pensar. O que a gente imagina é que as pessoas que quiserem consumir serviços e não queiram prestar [outro em troca], terão possibilidade de comprar”, diz.

O empresário reforça, no entanto, que é preciso que o WinWe esteja muito bem estabelecido e com “centenas de milhares de usuários” antes de adotar uma política de cobranças. Até o momento, a entrada de novos usuários na rede é de forma espontânea, mas há planos de realizar propaganda viral para ampliar o alcance.

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