Felipe Rau|Estadão
Felipe Rau|Estadão

Rede reduz taxa inicial de ingresso

Medida pretende ‘quebrar’ a retração atual do investidor

Entrevista com

Alexandre Guerra, CEO do Giraffas

Estadão PME, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2016 | 07h00

Os solavancos da economia deixaram também as grandes redes reticentes. O Giraffas, líder no segmento de refeições e grelhados, planeja inaugurar neste ano 40 novas unidades – no ano passado 27 restaurantes franqueados foram abertos. Como estratégia para viabilizar a expansão, o CEO do Giraffas, Alexandre Guerra, aposta na remodelagem do investimento para unidades de shoppings, que fica agora R$ 100 mil mais barato. A seguir, Guerra comenta o momento da rede. 

Como você avalia o desempenho da rede em 2015?

O que aconteceu no Giraffas reproduziu o setor de franquias como um todo, uma redução no índice de crescimento. Mas, ainda assim, crescemos. A inflação em alimentação está em torno de 7% e isso não significa que repassamos ao consumidor esse aumento. Mas não dá pra viver em uma economia com uma inflação tão alta por muito tempo. Temos um fluxo de pessoas no varejo que tem retraído. Os números dos shoppings centers, em pessoas, está negativo, isso significa que temos menos pessoas dispostas ao consumo no mercado. os consumidores estão fazendo mais contas agora, tanto na alimentação executiva, que sofre com o desemprego, quanto no lazer.

A ABF calcula que 65% das franquias estão instaladas nas ruas enquanto 17% delas ficam em shoppings centers. Como o Giraffas, por exemplo, tem reagido às duas possibilidades?

Nosso ritmo de crescimento acontece nesses canais e em outros, como aeroportos e rodoviárias. Mas a maior procura continua nos shoppings e é lá que estamos de forma massiva. É um canal que está sofrendo, não só pela queda da demanda em razão da economia. Houve também um excesso de oferta. Por isso, o setor passa por uma correção para ajustar a oferta em relação à demanda, mas o desaquecimento é exatamente porque o brasileiro já incorporou isso no lazer.

Como manter a relevância para o cliente diante da concorrência em um período de turbulência econômica como o que enfrentamos atualmente? 

Temos que nos reinventar o tempo todo, com (a oferta de) novos produtos a preços competitivos. Em 2105, 20% do que vendemos foram produtos lançados em 2015. É um número super alto. Para uma rede de 35 anos, como o Giraffas, isso é importante para manter a posição diferenciada que temos no mercado. Vendemos 36 milhões de refeições em pratos por ano. São 3 milhões por mês. É como se eu alimentasse mais do que 10% da população todo mês.

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