Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Rede de spas planeja faturar R$ 7 milhões

Segmento está em alta no País e por isso grupo traça plano ousado de metas para atingir 50 unidades em cinco anos

Gisele Tamamar, Estadão PME,

27 de abril de 2013 | 16h30

 A experiência no mercado financeiro de Jayme Santos e Gustavo Albanesi, pai e filho, contribuíram para o modelo de negócios do Buddha Spa. Inicialmente criada como uma clínica de shiatsu, a empresa evoluiu, se profissionalizou e deu início à expansão por franquias há dois anos.

Hoje com 16 unidades, a rede pretende fechar o ano com 30 spas e alcançar faturamento de R$ 7 milhões em 2013, 48,9% a mais que os R$ 4,7 milhões registrados no ano passado.

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Na avaliação de Albanesi, o setor de spas tende a crescer nos próximos dez anos. “O mercado está ligado à preocupação com a prevenção, qualidade de vida e bem-estar. Comparado com outros países, o mercado brasileiro está no começo”, afirma.

Otimista, o empresário pretende chegar a 50 unidades em cinco anos. Para atingir essa meta, uma das estratégias é comprar spas que estão com dificuldades na operação ou simplesmente não interessam mais ao dono. “Compramos, convertemos e depois vendemos a franquia”, explica Albanesi. A rede está presente em São Paulo, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e na Pousada do Rio Quente, em Goiás. A previsão é inaugurar novas unidades na região Sul, principalmente em Curitiba.

O plano de expansão inclui três modelos à disposição dos interessados. O primeiro é a loja de rua, que exige investimento de R$ 300 mil. Uma unidade, para funcionar em hotéis, vai custar R$ 200 mil. Se preferir, a pessoa pode iniciar uma filial dentro de uma academia com R$ 180 mil. “É um negócio modular, se adapta em diversas instalações”, diz Albanesi. O terceiro modelo foi justamente o escolhido pela fonoaudióloga Cinthia Gomes. Segundo ela, financeiramente, não valia mais a pena investir na sua profissão.

Cinthia então decidiu pesquisar o mercado de franquias. Com investimento de R$ 470 mil, ela iniciou, no ano passado, quatro unidades no Rio de Janeiro, todas em academias.

“Abrimos quatro de uma vez. O negócio passa a ser um desafio e é uma forma também de ter o retorno mais rápido”, afirma Cinthia, que espera recuperar o investimento ainda neste ano. Como as unidades estão instaladas dentro de academias, os serviços mais procurados pelos interessados são mesmo aqueles ligado à estética.

Albanesi explica que a localização da unidade interfere na demanda. Assim como os frequentadores de academias buscam os serviços estéticos, os hóspedes de hotéis optam pelas terapias de relaxamento.

Diferencial. Em média, as unidades do Buddha Spa registram tíquete de R$ 120. A rede também faz atendimento em eventos, como por exemplo casamentos e camarotes – esses serviços atualmente representam apenas 5% do faturamento do empreendimento.

Para Albanesi, o segredo da eficiência da rede está no cuidado com todas as etapas do negócio. Há treinamento, protocolos de atendimento e uma estrutura de divulgação da marca, o que é muito difícil para um empresário solitário. “Spa para ter sucesso precisa de qualidade. Se não tem qualidade, não fideliza. O negócio não pode viver só de novos clientes”, pontua Albanesi. E a eficiência, segundo o empreendedor, está relacionada diretamente com a capacitação dos funcionários, que precisam de treino constante.

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