Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Rede de 104 cachaçarias começou na garagem e hoje fatura mais de R$ 100 milhões

Plano é abrir mais dez casas até o fim do ano; faturamento oscila entre R$ 50 mil e R$ 150 mil por mês

Gisele Tamamar, Estadão PME,

27 de março de 2013 | 09h42

 Foi na garagem de casa em Tupã, interior de São Paulo, e com 13 mesas para atendimento, que o empresário Delfino Golfeto começou a história da Água Doce Cachaçaria. Era 1990. Pratos típicos brasileiros bem servidos, rótulos diversificados de cachaças, batidas com frutas e um bom atendimento ajudaram no crescimento da rede, que conta com 104 unidades no País atualmente e faturou invejáveis R$ 114 milhões no ano passado.

::: Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

O empreendedor trabalhou na indústria de açúcar e álcool e ficou apaixonado com tudo relacionado à cachaça. Como sempre teve vontade de montar um restaurante, Golfeto resolveu unir os dois temas. “Um dia eu parei e falei: ‘vou realizar meu sonho e vai ser com a cachaça. Mas vou bolar um jeito de valorizar esse produto’”, lembra.

Para despertar o interesse dos clientes pela bebida, o empresário iniciou um trabalho de degustação, passou a explicar as características de cada madeira e sua influência na cachaça e montou um cardápio de destilados combinados com frutas. “O negócio foi dando certo, fomos crescendo e já temos 104 casas em todo o Brasil. Olha que loucura virou essa brincadeira de garagem”, destaca o empresário.

As unidades chegaram a trabalhar com cerca de 300 rótulos diferentes, mas a decisão foi reduzir o número para as 100 melhores à disposição. “Todos os bares começaram a disputar em número de títulos. Quando vimos isso, resolvemos reduzir”, diz Golfeto. Mas a decisão não foi tomada sem pensar e envolveu uma estratégia para a rede.

Armazenar 300 rótulos exige um espaço maior e, consequentemente, mais caro. Diante do cenário de alta do aluguel dos pontos comerciais, a diminuição veio a calhar. Pesou na decisão, ainda, o fato de que por mais interessado que esteja, o cliente não vai experimentar tantas opções.

Além disso, abrir uma garrafa de cachaça e não consumi-la em pelo menos 30 dias faz com que a bebida perca qualidade.

Todos os anos a rede recebe de 20 a 30 rótulos diferentes de marcas interessadas em fazer parte da carta de cachaças da Água Doce. Um comitê, presidido pelo próprio Delfino Golfeto, faz a degustação de todas elas anualmente para decidir as mudanças no cardápio.

Franquia

Para 2013, o plano da rede é inaugurar mais dez unidades. O investimento para abrir um restaurante varia de R$ 450 mil a R$ 2,5 milhões, dependendo do tamanho do local, decoração e reforma necessária. A maioria dos restaurantes fatura entre R$ 50 mil e R$ 150 mil por mês, mas existem casas que ultrapassam os R$ 300 mil.

“As unidades com os maiores investimentos são as que têm os maiores faturamentos, mas isso não quer dizer que estão nas maiores cidades”, pontua Golfeto. Do total da receita obtida pela Água Doce, apenas 4% resulta das vendas de cachaças. A maior fatia vem mesmo da comercialização de comida, bebidas gerais e também coquetéis.

::: LEIA TAMBÉM::

:: Cachaça está cada vez mais valorizada ::

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.