Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Receitas caseiras em versões industriais

Saiba como surgiram as empresas Berti Gluten Free e Marilis, ambas de São Paulo

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

01 de junho de 2013 | 09h16

Em 2001, o filho de Regina Helena Kugelmann recebeu o diagnóstico da doença celíaca. Ele tinha 9 anos. “Eu entendi que a dieta não deveria ser uma penalidade e comecei a pesquisar receitas para ele não sentir falta dos alimentos a que estava habituado. Meu foco era sabor”, relembra Regina Helena.

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As receitas caseiras fizeram sucesso e a ideia de produzir versões industrializadas foi concretizada com a ajuda da cunhada, Ana Luisa Kugelmann. Juntas, elas fundaram a Berti Gluten Free, empresa que está no mercado há quatro meses. “Descobri que é possível fazer pão sem glúten com qualidade”, destaca Regina. O ano de 2012 foi reservado para a estruturação da empresa e testes de degustação.

A dupla de empresárias investiu R$ 1,5 milhão e espera retorno até o fim deste ano. “Nossa produção é de 30 mil pães por mês e a expectativa é dobrar esse número em quatro meses. A demanda é muito grande. Em quatro meses, já estamos em 100 pontos de vendas”, destaca Ana Luisa. A empresa produz pães de forma, para cachorro quente, integral, preto, para hambúrguer e baby roll, além de torradas e farinha de rosca. Ainda este ano, a empresa lançará massa de pizza.

Outro empreendimento do setor é comandado pela empresária Marilis Maldonado Moraes. Ela passou por diversos médicos e chegou a pesar 32 quilos até receber o diagnóstico da doença celíaca.

A partir do momento em que descobriu o problema, com 35 anos, sua vida mudou. “Não poder comer mais pão é um ‘baque’. Por isso, o pão foi a primeira coisa que resolvi fazer”, conta. Profissional de marketing, Marilis mudou de área e investiu na empresa própria há 15 anos. “Antes não existiam concorrentes. Hoje existem mais empresas e resolvi ter meus concorrentes como parceiros”, diz.

Marilis administra a loja da fábrica e também vende seus produtos, e de mais 24 marcas, pela internet. As bolachinhas são o carro-chefe do negócio e ajudam a movimentar um faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. “Tenho planos de abrir uma loja física onde as pessoas possam experimentar os produtos”, revela.

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