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Receita secreta faz bolinho de carne japonês se tornar sucesso na Grande São Paulo

Bar do Bolinho, em São Bernardo do Campo (SP), se destaca graças a um tempero secreto

Carolina Dall'Olio, do Estadão PME,

09 de fevereiro de 2012 | 07h31

Aberto em 1968 por imigrantes japoneses, em São Bernardo do Campo (SP), o Bar do Bolinho já tinha 27 anos de história quando foi vendido para outra família nipônica, a Hidaka. Por isso, o petisco que deu nome à casa também é conhecido como “bolinho japonês”.

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“Compramos a receita do bolinho japonês e ganhamos o bar de brinde”, diverte-se Ricardo Hidaka, que hoje trabalha ao lado dos pais e da irmã na empresa.A frase de Ricardo soa como brincadeira, mas é a mais pura verdade. “Qualquer um pode abrir um boteco. Mas o que faz o nosso bar ser um sucesso é o bolinho. Sem ele, seríamos uma empresa comum”, afirma Ricardo.

A empresa vende em média mil bolinhos por dia. O quitute é feito de carne, tem recheio macio e cobertura crocante. Todo mundo acha delicioso, mas ninguém consegue explicar direito por quê. O segredo está no tempero – e a única pessoa responsável por temperar a massa é a mãe de Ricardo, que não conta o que sabe nem sob tortura.

Depois do bolinho, o segundo prato mais vendido no bar dos Hidaka é o sanduíche de bolinho. É simples: eles amassam o bolinho como se fosse um hambúrguer, colocam no meio do pão e adicionam queijo e salada. “Quem vem pela primeira vez no bar fica curioso quando ouve as pessoas pedindo o sanduíche e acaba comendo também, para experimentar”, conta Ricardo.

Mas nem só do bolinho e de suas versões  vive o bar dos Hidaka. Não fossem os cuidados na gestão da empresa e a preocupação em expandir sempre, o quitute não teria ganhado tanta fama. Quando os Hidaka compraram o bar, o bolinho tinha sucesso suficiente para lotar menos de dez mesas e um balcão. “O bar vivia cheio, mas era minúsculo”, lembra Ricardo.

Logo a família comprou um imóvel na mesma calçada e ampliou o atendimento. Passaram a ser 50 mesas, com capacidade para atender pouco mais de 100 pessoas. O molho vinagrete, que acompanha o bolinho, deixou de ser servido em vidros de palmito e ganhou um recipiente mais caprichado. A decoração também melhorou. “Deixamos de ser um boteco para nos tornarmos um bar mais chique”, conta Ricardo.

As mudanças não provocaram alteração de preços. Mesmo famoso, o bolinho é barato: custa R$ 3,50. “Essa é uma de nossas principais características. Precisamos ser populares porque queremos atrair famílias inteiras, amigos que vem para o happy hour, todo mundo”, afirma Ricardo. “As pessoas nem reclamam quando temos que repassar algum aumento de custos porque nosso preço é muito baixo.”

Com preço honesto e um petisco saboroso, o novo Bar do Bolinho não demorou a lotar. Foi então que a família Hidaka promoveu outra expansão e comprou um imóvel a três quadras da matriz. A filial tem 80 mesas e também vive lotada. “Vem gente de outras cidades só para experimentar o bolinho”, conta Ricardo. “Nosso público se ampliou muito.”

O próximo passo da família Hidaka é inaugurar o sistema de delivery. Depois, pensam em abrir uma filial na cidade vizinha, Santo André. Ricardo conta que sempre recebe propostas para transformar o Bar do Bolinho em franquia. “Mas isso não nos interessa”, avisa. A receita do bolinho japonês, pelo visto, vai continuar a ser um segredo de família.

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