Kiyoshi Ota/Reuters
Kiyoshi Ota/Reuters

Receita de pequena empresa cai pelo 20º mês consecutivo em SP

Em agosto, faturamento real foi 10,6% inferior ao mês anterior

Matheus Henrique de Lara, Especial para O Estado

14 de outubro de 2016 | 20h58

O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas caiu pelo 20º mês consecutivo, segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgada hoje (14). Em agosto deste ano, a receita real (já descontada a inflação) foi 10,6% menor que o registrado no mesmo mês no ano passado. Segundo o Sebrae, a queda é consequência da fraca demanda na economia e do desemprego em alta.  

Por setores, a maior queda registrada foi na indústria, que em agosto deste ano teve faturamento 13% menor do que em agosto de 2015. O setor de serviços recuou 12%; o comércio, 8,7%. Em conjunto, as MPEs paulistas faturaram R$48,6 bilhões em agosto - quase R$6 bilhões a menos que um ano antes.

O interior e o Grande ABC registraram as reduções mais acentuadas: de 15,5% e 14,4%, respectivamente. Na região metropolitana de São Paulo, o faturamento encolheu 5,5%. As MPEs da capital apresentaram diminuição de 1,7% na receita. 

"O faturamento dos pequenos negócios ainda está no campo negativo, mas o País está voltando aos trilhos do desenvolvimento e da eficiência", afirma o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. "É uma questão de tempo para o Brasil retomar a criação de empregos, dando novo fôlego às micro e pequenas empresas."

Entre os Microempreendedores Individuais (MEIs) paulistas, também houve queda no faturamento. Em agosto deste ano, a receita real foi 7,5% menor que em agosto do ano passado. Em conjunto, os MEIs paulistas faturaram R$3,7 bilhões - pouco mais de R$295 milhões a menos que um ano antes. Entre os MEIs, o percentual de queda é menor do que nos outros meses da série. 

Expectativa. Caiu o número de proprietários de MPEs que dizem esperar estabilidade do faturamento da empresa nos próximos seis meses. No ano passado, essa era a opinião de 60% do entrevistados pela pesquisa Indicadores Sebrae-SP. Em setembro deste ano, o percentual foi de 51%. O levantamento foi feito com quase dois mil proprietários de MPEs e mil MEIs paulistas.

Com relação à economia, 45% falam em manutenção no nível de atividade. Um ano antes, esse percentual era de 40%. O grupo dos que aguardam melhora passou de 14% para 38% no período. Os que acreditam em piora somam 9%, bem abaixo dos 38% que pensavam assim um ano antes.    

Entre os MEIs, 54% esperam melhora no faturamento para os próximos seis meses; há um ano, essa era a expectativa de 47% deles. 36% dos MEIs entrevistados falam em estabilidade. No ano passado, o percentual era de 39%. 

Na visão de 47% dos MEIs, a economia brasileira vai melhorar nos próximos seis meses. Um ano antes, 24% pensavam assim. Houve redução dos que acreditam que a economia pode piorar: eram 43% há um ano e agora são 11%. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.