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Alex Silva/Estadão-18/12/2020
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Rappi e outros apps reduzem taxas para restaurantes durante crise

Comissões, que podem chegar a 30% em alguns casos, são reduzidas até 5% no caso da Rappi até o fim de 2021; iFood e Uber Eats adotam medidas similares; para Abrasel, há 'sensibilização' de startups

Marina Dayrell, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2021 | 17h34

A relação entre empreendedores e aplicativos de delivery ganhou mais um capítulo. Nesta quarta-feira, 24, a startup Rappi anunciou que, diante do agravamento da pandemia do coronavírus e do fechamento de bares e restaurantes em várias regiões do Brasil, irá reduzir o valor das comissões cobradas dos estabelecimentos. O tema faz parte de reclamações recorrentes de empreendedores do setor em relação às plataformas de entrega, que chegam a cobrar 30% de taxa. 

A medida começa a valer a partir de 5 de abril e se aplica aos negócios que sejam associados à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e à Associação Nacional de Restaurantes (ANR). 

De acordo com a diretora de Restaurantes da Rappi no Brasil, Ana Szasz, a redução faz parte de um pacote de ações que vem sendo anunciado pela empresa desde a última semana, como o empréstimo de R$ 100 milhões a restaurantes e a isenção de taxas por 90 dias para novos estabelecimentos cadastrados no aplicativo. 

“O mundo ideal seria esperar ter todas as medidas e ir tudo de uma vez, mas o mundo em que estamos vivendo exige uma rapidez para ajudar o setor. A redução das comissões é uma decisão delicada, uma aposta no mercado brasileiro, que não fizemos sozinhos. Ela foi feita com apoio das associações do setor”, explica. Segundo a Rappi, no momento, a redução das comissões pagas pelo empreendedor não irá diminuir as taxas pagas pela empresa aos entregadores

“Como o nosso setor tem uma margem muito estreita, principalmente quando temos pouco faturamento, qualquer 1% que a gente consiga de isenção já é benéfico. Se isso não for cobrado futuramente, é melhor ainda. É essencial para formar caixa durante a pandemia”, conta Gabriel Fullen, sócio do Grupo Locale (que detém as marcas Oguru Sushi & Bar, Locale Caffè, Locale Trattoria e Poke by Oguru). Hoje, a empresa é parceira exclusiva do Rappi, além de realizar vendas por drive-thru.

Para obter a redução das comissões na Rappi, os estabelecimentos precisam manifestar o interesse por um cadastro feito no aplicativo até o dia 28 de março. Para quem opta pelo modelo marketplace (aquele no qual a venda é feita pelo aplicativo, mas a entrega é realizada pelo próprio estabelecimento), as novas comissões serão de, no máximo, 5% e valem até o dia 31 de dezembro de 2021.

Já para os optantes do modelo full service (além da venda, a Rappi também é a responsável pela entrega dos produtos), a comissão máxima é de 18%, válida até 4 de julho de 2021. A empresa não divulga as comissões habitualmente cobradas dos empreendedores.

“Os marketplaces de delivery estão mais sensibilizados quanto ao papel que podem desempenhar na ajuda ao setor nesse momento difícil, com objetivo de manter bares e restaurantes em operação. Nós já tivemos taxas da ordem de até 30%, cobradas por essas plataformas. Depois foram caindo para 27% e, por fim, mais recentemente, circulando em torno de 23%. Se você imaginar que pagávamos 30% e agora estamos pagando 18%, você tem um respiro de 12% no comprometimento dos custos”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci. 

A expectativa da associação é que outros aplicativos do setor, como as plataformas iFood e Uber Eats, ofereçam condições semelhantes. O iFood anunciou, no início do mês, redução de 23% para 18% para os restaurantes que usam a entrega do aplicativo, e de 12% para 11% para os estabelecimentos que atuam com entrega própria. A medida é válida até o fim de março e, a empresa não informou se haverá prorrogação.

Uber Eats adotou, em fevereiro, a extinção da comissão de serviço para os restaurantes que optaram pela modalidade em que o cliente retira o pedido diretamente nos estabelecimentos. No entanto, o formato “take away” está proibido em São Paulo durante a fase emergencial.  

No ano passado, a empresa também criou uma plataforma online para que os negócios tenham um site próprio. Os pedidos feitos por ela também estão com a taxa zerada pelos próximos meses. Nesse caso, as entregas podem ser feitas tanto pelo aplicativo quanto pelo próprio restaurante. 

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