Hélcio Nagamine/Fiesp
Hélcio Nagamine/Fiesp

Queremos chegar a produção de 20 milhões de toneladas, diz secretária nacional da aquicultura

Confira entrevista com Maria Nince, secretária nacional de planejamento da Aquicultura

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de janeiro de 2014 | 06h06

O Brasil quer se firmar como um dos principais produtores de pescado em 16 anos, saltando dos atuais 800 mil toneladas para 20 milhões de toneladas. Para dar esse salto, será preciso investimentos não apenas na cadeia de produção, mas nos setores intermediários e também de venda. Segundo a secretária nacional de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Maria Fernanda Nince, órgão do Ministério da Pesca, o caminho passa pelas criações continentais. Para tanto, o governo deve intensificar o trabalho de licitação de reservatórios.

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Qual é hoje a principal meta do Ministério da Pesca para o segmento?

Com relação a aquicultura, estamos trabalhando com uma ampliação de mais ou menos 1,5 mil hectares de áreas novas para cultivo e uma produção anual de mais 600 mil toneladas de pescados. Queremos chegar neste ano a 1,2 milhão de toneladas, o que tem impactos diretos em toda a cadeia produtiva. Nós temos um compromisso com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que é de sermos um dos maiores produtores do mundo, com 20 milhões de toneladas até 2030.

O Brasil importa muito. Hoje a balança comercial é negativa em R$ 1,2 bilhão. Qual é o problema?

Isso não acontece só no Brasil. Todo país que é grande consumidor de peixe é também grande importador. Existem muitas espécies de peixes e nem todas estão no litoral ou na área continental. Mas estamos trabalhando com o projeto de licitação de águas da União para instalarmos tanques. Acreditamos que a aquicultura vai suprir a demanda por pescados e diminuir a importação.

Qual sua avaliação do setor?

Estamos evoluindo muito. Nos últimos anos, tivemos um salto de regularização de produtores. Em 2013 foram 12.142 cadastrados, aumento de mais de 400%.

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