Gustavo Magnusson/Estadão
Gustavo Magnusson/Estadão

Quer montar a sua própria cerveja artesanal? Você precisa investir a partir de R$ 200 mil

Valor é para montar um negócio comercialmente viável, segundo presidente da Acerva Paulista

ESTADÃO PME,

03 de setembro de 2013 | 07h10

De modo geral, existem dois movimentos no mercado das cervejas especiais, segundo o presidente da Associação dos Cervejeiros Artesanais Paulista, Victor Marinho. Um deles é o tradicional, com identidade visual ligada ao mercado alemão. O outro está relacionado ao mercado norte-americano, mais dinâmico e sem padronização. A primeira dica para quem pretende investir nesse mercado é escolher de que lado vai ficar.

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Segundo Marinho, a maioria das novas microcervejarias se enquadra nesse segundo movimento, de um mercado mais lúdico, com rótulos até engraçados e uso de produtos exóticos, sem se prender a padrões ou estilos. Quem quiser investir no setor de cervejas pode terceirizar a produção, mas não pode deixar de estudar o mercado.

Já quem pretende criar sua própria linha de produção, o presidente da Acerva Paulista afirma que o investimento mínimo é de R$ 200 mil para abrir uma indústria e comercializar a cerveja seguindo todos os padrões e leis existentes.

Segundo Marinho, com R$ 10 mil é possível abrir um negócio, mas ele não chegar a ser comercialmente viável. "Para começar a ter escala, que inclui uma cozinha com produção de 250 litros por vez, ou 5 mil litros por mês, o investimento tem que ser maior", afirma.

Antes de começar a enxergar a bebida como negócio, Marinho aconselha o interessado a aprender fazer cerveja. Com R$ 500 é possível comprar os equipamentos para começar a fazer a cerveja em casa. "É importante aprender sobre a complexidade que é produzir uma cerveja. Depois o caminho para regularização e comercialização é mais fácil", disse o presidente da Acerva Paulista, associação que divulga o hobby da cerveja caseira.

Marinho também aconselha o interessado a procurar as fábricas que já estão no mercado para entender as dificuldades e trocar experiências. "A maioria dos donos de microcervejarias conversam sobre esses assuntoss. Nesse mercado, as pessoas são muito abertas nesse sentido", diz Marinho.

Ele também recomenda conversas com os fabricantes de equipamentos. "Não é só fazer cotação de preços. A experiência deles é fundamental para uma abertura correta de uma microcervejaria", completa Marinho. Outro ponto de atenção é com a comercialização e distribuição. "O consumidor está comprando muita novidade, ele quer provar todos os sabores, as novas marcas. Existe espaço para crescer, desde que o negócio seja pautado em profissionalismo e qualidade", afirma Marinho.

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