José Patricio/Estadão
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Quem apostou no iogurte para abrir uma pequena empresa sofre mais para obter relevância

Algumas empresas fecharam as portas, mas há quem continue apostando no mercado

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

28 de novembro de 2013 | 06h42

O sucesso das temakerias não se repetiu com as iogurterias, outro negócio da moda nos últimos anos. Algumas empresas, inclusive, fecharam as portas, mas há quem continue apostando no mercado.

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A Yogoberry começou suas operações em 2007, no Rio de Janeiro, e chegou a ter mais de 100 lojas – hoje a marca tem 70. “Não havia mercado para tantas iogurterias”, afirma Marcelo Bae, dono da rede, que faturou R$ 50 milhões em 2012. “O negócio dava muito lucro, mas a rentabilidade caiu e muitos desistiram”, completa.

Marcelo, entretanto, afirma que planeja retomar o crescimento, agora com foco no Norte e Nordeste. Ele também pretende oferecer um “leque maior de produtos”, incluindo sucos funcionais e picolés.

Mas a situação do segmento não está fácil. Dinorah Kerlakian Martin investiu R$ 150 mil para abrir, em 2011, a Frozen Berry Café & Cia em São Paulo. Ela conta que houve queda brusca no consumo de sorvete de iogurte e que outros itens, como a batata rosti – prato inspirado na culinária suíça –, garantem atualmente a saúde financeira do estabelecimento.

A loja faturava até R$ 50 mil por mês, mas agora fica entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. “Só o sorvete não daria para segurar muito tempo, ainda mais pagando aluguel”, afirma a empresária.

Para Enzo Donna, diretor da ECD consultoria, quando o sorvete de iogurte chegou ao mercado associado à saúde o público comprou a ideia e o preço do produto disparou. “Isso fez as lojas perderem movimento; o preço já abaixou, mas é preciso adequá-lo ainda mais.”

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