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Quase 50% das médias empresas brasileiras investem "nada" ou "quase nada" em inovação

Empresas têm seu potencial inovador afetado por desconhecerem incentivos fiscais e realizarem poucas parcerias com universidades e institutos de pesquisas

Estadão PME,

22 de maio de 2012 | 17h06

 Um recente estudo da Fundação Dom Cabral (FDC) revela que 46% das empresas brasileiras de médio porte  investem ‘nada’ ou ‘muito pouco’ em inovação. A maior dificuldade dos empresários para desenvolver práticas inovadoras é justificada pela falta de informações sobre o tema. De acordo com a pesquisa, conduzida pelo Núcleo Bradesco de Inovação da FDC com 150 empresas com faturamento entre R$ 16 milhões a R$ 90 milhões, 48,9% das organizações de médio porte desconhecem programas de incentivo nesta área e, em consequência disso, cerca de 79,8% das empresas não usam incentivos fiscais para inovar.

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O fraco desempenho das empresas brasileiras também é justificado pela falta de parcerias com universidades e institutos - uma prática mais disseminada em países da Europa e nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa,  69,4% dos consultados não uniou esforços com quem estuda a fundo o assunto.

A falta de aptidão das empresas nacionais de médio porte para lidar com o desafio é legitimada por outro dado da pesquisa:  29% delas afirmam que a inovação não está nem na ideologia da empresa.

De acordo com a FDC, a pesquisa aponta ainda que o potencial inovador das médias empresas brasileiras é afetado por barreiras como cultura conservadora, em que não há espaço para inovar; aversão da empresa ao risco; falta de incentivo para ideias inovadoras; e cultura rígida, hierarquizada e burocratizada.

“Muitas empresas de médio porte não possuem uma direção clara da inovação em sua estratégia empresarial, sendo que a ausência do conhecimento do papel da inovação pode ser apontada como o principal motivo para esse baixo envolvimento. A criação de uma cultura para inovação, portanto, é essencial para que o empresariado enxergue valor na inovação, como forma de trazer ganhos competitivos para a empresa”, diz Fabian Salum, professor do Núcleo Bradesco de Inovação e coordenador do estudo.

A pesquisa mostra que somente 2,01% do faturamento anual das empresas consultadas são investidos em atividades de inovação.

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