Qualidade determina a escolha

Qualidade determina a escolha

Pequeno empresário define fornecedor também de acordo com portfólio e atendimento

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 06h00

A pergunta “aceita cartão?” tem se tornado cada vez mais rara entre estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço. Afinal, o empreendedor brasileiro já assimilou há tempos que o consumidor carrega consigo menos notas e que operar transações em dinheiro pode ser mais caro e inseguro para o próprio negócio. Por isso, a decisão de trabalhar ou não com cartão está dando lugar à escolha de maquininhas. A qualidade dos produtos ofertados e um portfólio adequado às necessidades da empresa determinam a decisão de contratação por pequenos e médios empresários, seguida pelo atendimento.

Em linhas gerais, quando o consumidor paga com cartão, um débito é efetuado em sua conta bancária e os adquirentes, empresas responsáveis pelas maquininhas de cartão, atuam como processadoras dessa operação. São elas que absorvem o pagamento e estabelecem a relação entre cliente, banco e comércio.

Concorrência acirrada por cliente plural

A disputa acirrada também é característica do mercado de adquirentes, e isso se manifestou no resultado da Escolha PME nesta categoria. As empresas que ocupam o primeiro e o segundo lugar do ranking de satisfação ficaram a apenas dois pontos de distância: à frente está a Rede, com 70 de índice, seguida pela Cielo.

No Brasil, até 2010, foram permitidos contratos de exclusividade entre as empresas de maquininhas e bandeiras de cartões de débito e crédito. Por isso, era comum uma determinada bandeira de cartão não ser aceita em adquirentes específicos. Apesar de essa regra já não se aplicar, ainda é possível encontrar estabelecimentos com mais de uma marca de maquininha para conseguir atender ao máximo de clientes possível. Para as marcas, fidelizar o empreendedor à frente das PMEs está entre as principais metas.

“Trabalhamos para oferecer a melhor oferta pensando nas necessidades de cada tipo de cliente, fugindo do conceito de tamanho único. Acreditamos na proposta da empresa como serviço”, afirma o vice-presidente comercial da Cielo, Adriano Navarini.

A Cielo ficou em segundo no índice de satisfação, mas, quando levado em consideração o objeto de desejo do consumidor para a categoria, a empresa lidera o ranking. Foi citada por 43% dos entrevistados como a empresa que desejam ter como fornecedora.

“Olhamos para a nossa base de clientes muito além do faturamento, segmentando-a de acordo com as necessidades particulares e oferecendo pacotes de serviços para cada negócio. Hoje, temos mais de 300 categorias de negócios, as MCCs (máquinas de cartão de crédito) distribuídas em 20 macrossetores, que formam nossos 2 milhões de clientes em todo o Brasil”, diz Navarini.

Getnet se aproxima de PMEs

A proposta da Getnet, terceira colocada entre os fornecedores de maquininhas na pesquisa com as PMEs, é oferecer ao pequeno negócio a mesma tecnologia presente em grandes estabelecimentos.

“Cada negócio tem uma necessidade e uma realidade diferente. O que fizemos foi olhar individualmente cada cliente e apresentar uma oferta que esteja adequada ao seu perfil”, comenta Pedro Coutinho, presidente da Getnet, que obteve 59 de índice de satisfação.

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