60% dos empresários esperaram faturamento estável nos próximos seis meses
60% dos empresários esperaram faturamento estável nos próximos seis meses

Puxado pelo setor de serviços, faturamento das MPEs registra queda de 11,9% em agosto

Segmento registrou recuo de 20,3%, o pior desde maio de 2002

Estadão PME,

19 de outubro de 2015 | 11h16

O setor de serviços puxou a queda no faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo. O recuo de 20,3% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado foi recorde, o maior desde maior de 2002. No cenário geral, os pequenos negócios registraram uma queda de 11,9% no faturameno real (já descontada a inflação), segundo pesquisa do Sebrae-SP, divulgada nesta segunda-feira, 19.

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"Estamos diante de um quadro crítico, com aumento do desemprego, queda no rendimento de quem ainda está empregado e piora das perspectivas quanto ao futuro da economia do País", afirmou, em nota, o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. Segundo ele, com menos dinheiro no bolso, as famílias reduzem seu consumo e isso também prejudica a demanda das empresas por itens de outras empresas, desaquecendo toda a cadeia.

A pesquisa do Sebrae-SP mostra que as MPEs registraram receita total de R$ 46,2 bilhões em agosto, R$ 6,2 bilhões a menos do que o mesmo mês de 2014. No acumulado do ano, de janeiro a agosto, o recuo é de 11,2%.

No caso da divisão por setores, o cenário das empresas de serviços foi o mais preocupante, com a queda de 20,3%, a pior desde maio de 2002. Segundo o Sebrae-SP, naquela época, a economia saía de um de racionamento de energia elétrica e passava por um período de incerteza, sofrendo os efeitos da valorização do dólar, após a moratória argentina.

Já a indústria apresentou redução de 11% e a queda no comércio foi de 3,8%. A entidade explica que o comércio só não teve desempenho pior por causa da base fraca de comparação. Isso porque em agosto do ano passado o recuo tinha sido de 16,6% em comparação a agosto de 2013.

As empresas da cidade de São Paulo apresentaram queda de 22,3%. Nas demais regiões, as quedas foram: Região Metropolitana de São Paulo (16,6%), Grande ABC (11,7%) e interior (6,8%).

Outros indicadores. Quando o assunto é emprego, as MPEs aumentaram em 1,7% o total de pessoal ocupado  (sócios-proprietários, familiares, empregados e terceirizados) no período de janeiro a agosto em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. Por outro lado, a folha de salários paga pelas MPEs caiu 1,3% e o rendimento médio dos empregados diminuiu 1,7%.

A pesquisa ainda aponta as expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Em setembro, 60% deles disseram esperar que o faturamento da empresa fique estável. Há um ano, esse número era de 56%. Já os que esperam um aumento de receita passaram de 28% para 20%.

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