Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Pubs de São Paulo usam esporte para atrair clientes

Bares fundados por ex-jogadores viram ponto de encontro dos fãs, apesar dos horários de transmissão dos jogos

Marcelo Osakabe, Estadão PME,

28 de novembro de 2014 | 06h57

Quem aparece para tomar uma cerveja nas noites de terça-feira no Louie Louie, pub localizado no Morumbi, encontrará ali uma mesa com pelo menos dez grandalhões bebendo e conversando animadamente. Trata-se do Keep Walking, um time de jogadores veteranos de rúgbi, que se reúne semanalmente ali para participar do ‘treinamento’, como chamam a reunião. O dono do bar, provavelmente, estará entre eles.

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Murilo Perez é um empresário da noite paulistana conhecido por ter fundado o Black Jack Rock Bar, casa de shows que funcionou entre 1980 e 2010. Desde 2000, ele cuida também o Louie Louie, pub que recebe praticantes e fãs do esporte. “Nem era a intenção inicial, mas sou ex-jogador e conheço muita gente”, conta Perez, que aproveitou sua carreira e também a contribuição de amigos para decorar a casa com objetos ligados ao rúgbi.

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Rúgbi cresce e atrai negócios

Apesar da brutalidade aparente das partidas, a disputa preza a lealdade e camaradagem entre os jogadores. Eles inclusive cunharam uma expressão, o “terceiro tempo” , para denominar à confraternização oferecida pelo time da casa ao visitante logo após as partidas. “Mesmo que você tenha tomado muita porrada em campo, aparece depois para confraternizar”, explica Perez. “Assim se criam vários amigos. O Keep Walking nasceu assim e hoje conta com jogadores de várias equipes”.

Em duas outras casas criadas por ex-jogadores, o All Black e o Kia Ora, as referências ao esporte aparecem nas paredes e no uniforme dos funcionários.

Para os donos dessas casas, o empresário Fermin Padilla e seus sócios, o neozelandês Mark Hindmarsh e o brasileiro César De Ranieri, o esporte ajuda a compor a ambientação dos pubs, que se inspiram na cultura irlandesa e neozelandesa, respectivamente. “Nosso público não é apenas de fãs, até porque pouca gente conhece ainda. Mas em dias de finais de algum campeonato importante, o público aumenta até 10%”, afirma Padilla. Juntos, o movimento dos dois pubs chega a 24 mil pessoas por mês.

As transmissões das partidas, segundo Perez, também são uma fonte de receita para os bares. “Não é impossível encontrar 150 pessoas aqui no bar numa manhã apenas para assistir alguma final.” 

:: GILBERT CHEGA AO PAÍS ::

Principal fornecedora de materiais esportivos de rúgbi no mundo, a Gilbert está no País desde o começo do ano. Aqui, ela é representada por Gareth Clabburn, um inglês de 26 anos. “Percebi que o esporte estava crescendo, que havia dinheiro sendo investido nele, mas que era muito difícil conseguir material esportivo específico. Aqui, a única marca grande do esporte é a Topper (fornecedora da seleção brasileira)”, conta Clabburn. Com a informação em mãos, ele viajou à Inglaterra e convenceu os donos da marca. “Quero fazer o rúgbi crescer no País. Temos um projeto de dez a vinte anos”, diz.

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