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Projeto criativo turbina a expansão dos sites de financiamento coletivo

No Brasil, o destaque vai para o Catarse, que prevê faturamento de R$ 2 milhões

Renato Jakitas, Estadão PME,

30 de abril de 2014 | 12h40

Para tentar driblar as exigências e minimizar os custos recorrentes das fontes tradicionais de captação de crédito, a nova geração de empresários tem apostado em opções criativas. Uma das novidades de maior sucesso nesse sentido é o financiamento coletivo pela internet, também conhecido pelo seu nome em inglês, o crowdfunding.

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O expoente do modelo no mundo é o Kickstarter, uma startup norte-americana que, segundo relatório divulgado em março, já levantou R$ 1 bilhão de 5,7 milhões de investidores para apoiar 135 mil projetos alocados na plataforma.

No Brasil, o destaque vai para o Catarse, lançado por um grupo de amigos e que, neste ano, prevê faturamento de R$ 2 milhões.

"Eu acho que o modelo de financiamento coletivo tende a suprir as necessidades, principalmente dessas empresas que atuam com economia criativa, empresas enxutas que trabalham com inovação", afirma Diego Reeberg, um dos fundadores do Catarse.

Por "empresas de economia criativa", Reeberg se refere a negócios como o tocado por Luiz Eduardo Rocha, que desde o fim de 2012 tenta emplacar uma marca de óculos de madeira reciclada no Rio de Janeiro, a Zerezes.

No ano passado, eles desenvolveram uma tecnologia que utiliza a serragem gerada do processo de manipulação da madeira como insumo para uma nova linha. O produto ainda está em fase de desenvolvimento e, para sair do papel, eles preparam uma campanha de financiamento colaborativo na web.

"A gente precisa levantar entre R$ 50 mil e R$ 60 mil para finalizar as pesquisas e iniciar a produção dos óculos com esse novo material", diz Rocha. "Eu poderia ir até um banco, mas não foi nossa opção. O melhor ponto é que, primeiro, nosso público está no financiamento coletivo. E, segundo, é uma forma de medir a demanda pelo produto. Se não tiver interesse, ninguém investe e a gente não lança. Ninguém perde nada."

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