Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Programa para empreendedores da periferia tem inscrições abertas

Anip irá apoiar até 30 negócios de todas as regiões de São Paulo na 4ª edição de seu programa de aceleração; ação inclui até R$ 15 mil por participante e cinco semanas de mentoria

Anna Barbosa, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 18h58

Por estar espalhada pelas franjas da cidade, muitas vezes a população periférica que empreende não possui as mesmas possibilidades de crescimento e aceleração em seus empreendimentos que aqueles localizados em regiões mais centrais. A fim de fomentar os negócios periféricos de diferentes regiões da Grande São Paulo, a Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (Anip), iniciativa formada por A Banca, Artemisia e FGVcenn em 2018, passa a atuar em novas frentes na quarta edição de seu programa de aceleração. As inscrições estão abertas até 16 de março e podem ser feitas pelo site.

Com o intuito de aprofundar o apoio na jornada empreendedora dos que atuam com impacto nas periferias, agora a Anip possui quatro diferentes frentes de atuação: mobilização e inspiração; novos modelos financeiros; geração de conhecimento e formação de empreendedores.

Duas delas já foram oficialmente lançadas: mobilização e inspiração e a formação de empreendedores. Dentro do pilar da formação de empreendedores, houve o desenvolvimento do Lab NIP: Negócios de Impacto da Periferia, por meio do apoio de novos parceiros, como a Fundação Via Varejo e o Instituto Humanize.

O Lab NIP é um programa gratuito que tem o objetivo desenvolver até 30 negócios durante cinco semanas, baseado na metodologia de aceleração de curto prazo da Artemisia, empresa que atua no fomento de negócios de impacto social. Os empreendedores inscritos devem ter atuação com impacto social ou ambiental, para gerar transformações positivas nas regiões.

Para Marcelo Rocha, mais conhecido como DJ Bola, presidente-fundador d'A Banca e um dos idealizadores da Anip, há mais soluções do que problemas nas periferias e, por isso, segundo ele, “é preciso fomentar os negócios de impacto das quebradas com esse olhar”.

Os negócios que se destacarem poderão receber até R$ 15 mil de capital-semente e apoio individualizado de seis meses conduzido pela Empreende Aí, escola de negócios fundada em 2015 que forma e capacita nanos, micros e pequenos empreendedores de regiões populares, comunidades e favelas. 

Já o pilar de mobilização e inspiração começa neste ano de 2020 com rodas de conversa que acontecem em diferentes regiões de São Paulo. O objetivo é mobilizar empreendedores e interessados no tema de impacto social e debater questões como: "Quais são os desafios de empreender na periferia?" As datas e locais também podem ser acessados no site.

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