Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Produtos sob medida custam até R$ 5 mil no universo sertanejo

Bruno Mantovani é responsável pelas botas e sapatos de famosos como Michel Teló, Paula Fernandes e Luan Santana

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

30 de agosto de 2013 | 06h47

O empresário Bruno Mantovani sempre conviveu no universo country – ele competia em provas de laço e sempre gostou de botas. Mas ele não conseguia achar, entretanto, um modelo que o agradasse completamente. “Quando voltei dos Estados Unidos, em 2004, comecei a criar botas para mim. Quando eu vi, estava envolvido e passou a ser meu negócio”, revela Mantovani, que hoje fatura em média R$ 50 mil por mês.

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Bruno Mantovani criou, por exemplo, um modelo com bico fino e levemente levantado e a marca, que leva seu nome, começou a ganhar relevância e ficar conhecida. Atualmente, ele é responsável pelas botas e sapatos de famosos como Michel Teló, Paula Fernandes e Luan Santana – esses calçados, que chegam a custar R$ 5 mil, são produtos personalizados e feitos com couros exóticos.

Os homens são maioria entre seus clientes. “A mulher tem mais opções de sapatos. Mas se o empresário quer um sapato top, é o que está na vitrine. Eu faço um produto personalizado. Esse é o diferencial”, diz.

O empreendedor prepara para setembro a inauguração de um complexo na cidade de Poços de Caldas com ateliê, fábrica, escritório e espaço para lazer. No fim do ano, Mantovani pretende inaugurar também sua primeira loja própria em Goiânia – no começo de 2014, ele quer chegar em São Paulo.

Franquia. As botas também compõem o portfólio de produtos da empresa Barretesão, que entrou no sistema de franquias este mês. Com duas lojas abertas na cidade de Barretos, a empresa vende 5 mil pares por ano, cobrando preços que oscilam entre R$ 99 e R$ 2 mil.

A marca foi idealizada pelo empresário Renato Xavier de Barros Júnior, que usou um meio diferente para divulgá-la: colou um adesivo no carro e, por causa do nome, passou a atrair consumidores.

Tanto que Júnior, inclusive, vendeu o adesivo na Festa do Peão de 1991. “Vendia nas arquibancadas do rodeio, na rua, nas repúblicas, nos hotéis. O dinheiro que eu ganhava era para festar, comprar carne e cerveja. O intuito não era o negócio, era diversão”, conta Júnior, que trabalhava na época como gerente comercial no ramo de material de construção.

Nos anos seguintes, ele passou a montar uma barraca e oferecer camisetas, bonés e chaveiros até montar a primeira loja, em 1996. “A partir daí começou a virar um negócio de verdade. Fui descobrindo esse mercado aos poucos”, conta. A segunda loja foi aberta em 2009. Além dos calçados, a Barretesão vende camisas, camisetas, chapéus e cintos. “O uso da moda country não está restrito às festas. Está no dia a dia das pessoas. O momento é muito interessante”, pontua Júnior.

Para quem pretende adquirir a franquia, o investimento inicial é de R$ 276 mil. Como diferencial, o empresário permite ao franqueado personalizar os produtos que venderá.

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