Roberto Pereira/Estadão
Roberto Pereira/Estadão

Produto educativo é boa opção para quem quer empreender

Empresas que apostam no segmento podem ter mais espaço no Brasil por conta da demanda atual criada pelo governo

Marcelo Osakabe, Estadão PME,

27 de novembro de 2014 | 07h02

O chamados ‘jogos sérios’ são uma parte menos conhecida da indústria de games. Englobando desde funções educativas, treinamento de funcionários e até mesmo produtos ligados à saúde e bem-estar, esses títulos vem ganhando cada vez mais espaço por transformarem uma atividade considerada chata em algo mais atrativo.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

No Brasil, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) passou a incluir, desde 2012, a necessidade de se incluir conteúdo interativo como parte dos materiais oferecidos aos alunos. Como o volume de produção era alto, grandes editoras correram atrás de empresas de jogos digitais, como a 2Mundos, de Bernardo Manfredini. “Foi de repente. Começamos a fazer diversos mini jogos, às vezes um a cada três ou quatro dias”, lembra o empresário.

A experiência ajudou a empresa, inicialmente criada para fazer games sociais, a mudar de ramo. Hoje, o maior cliente da 2Mundos é um site educativo americano, que oferece títulos para mais de um milhão de assinantes. “Criamos jogos ligados ao processo de alfabetização ou aos conceitos básicos de matemática e também começamos a trabalhar em um projeto que ensina idiomas para crianças da China, Japão e Coreia do Sul”, afirma o empreendedor.

:: Leia também ::

Games feitos no País conquistam ‘gringos’

O sucesso veio com jogo para console popular nos anos 90

Segundo a gerente de promoção internacional da Abragames, Eliana Russi, o setor de jogos educativos tende a contar com maior proteção do governo justamente por causa das compras de material didático. Entretanto, ainda é difícil vender diretamente ao Ministério da Educação. “A maioria dos casos que vejo são de empresas subcontratadas pelas grandes editoras”, afirma.

Um negócio que tenta contornar esse problema é o Joy Street, um dos maiores estúdios do País, com 50 funcionários e previsão de faturar R$ 6 milhões este ano. Sediada em Recife, cidade onde se formou uma espécie de polo desenvolvedor de jogos educativos, a empresa nasceu para responder a um ‘desafio’ da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, segundo o CEO da empresa, Fred Vasconcelos. “Eles queriam ajuda para aumentar o desempenho e diminuir a evasão dos alunos”, lembra. A resposta foi a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OJE), gincana virtual para alunos de escolas públicas e privadas. O produto foi lançado em 2009 e atinge 150 mil alunos em Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e Acre.

A Joy Street prepara-se agora para lançar o Plinks, nova plataforma para estudantes do 4º ao 7º ano do ensino fundamental. O projeto será financiado pelo Instituto Ayrton Senna, Fundação Telefonica e Instituto Natura. “Ele tem a intenção de ser uma plataforma aberta, sem limitações de contrato com o governo. Quem quiser usar, usa”, afirma o pernambucano. “Queremos um case mundial na área de educação, com milhões de crianças aprendendo português e matemática.”  

Tudo o que sabemos sobre:
gamesJoy StreeteducativoEstadão PME

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.