Daniel Teixeira/AE
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Produção industrial cai 0,6% em outubro, diz IBGE

Na comparação com outubro de 2010, a produção da indústria nacional caiu 2,2%

Daniela Amorim, Agência Estado,

02 de dezembro de 2011 | 11h59

A produção industrial caiu 0,6% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o IBGE. O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimavam desde uma queda de 1,70% a uma alta de 0,70%, com mediana negativa de 0,20%.

Na comparação com outubro de 2010, a produção da indústria nacional caiu 2,2%. Nesta comparação, as estimativas variavam de uma queda de 2,70% a um recuo de 0,20%, com mediana negativa de 1,60%.

Até outubro, a produção industrial acumula altas de 0,7% no ano e de 1,3% nos últimos 12 meses. A queda de 0,6% na produção industrial brasileira na passagem de setembro para outubro fez o índice de média móvel trimestral registrar uma variação negativa de 0,9% para o trimestre encerrado em outubro.

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A produção de bens de capital registrou queda de 1,8% em outubro. Na comparação com outubro de 2010, houve queda de 0,2%.

Até outubro, a produção de bens de capital acumula altas de 4,4% no ano e de 5,0% nos últimos 12 meses.

A produção industrial brasileira recuou em praticamente todas as categorias de uso na passagem de setembro para outubro, segundo o IBGE. A única exceção foi a produção de bens duráveis, que subiu 2,4%, no período.

Na mesma base de comparação, a produção de bens intermediários recuou 0,5%; a de bens de consumo caiu 1,6%; a de bens semiduráveis e não duráveis teve queda de 1,3% e a de bens de capital caiu 1,8%.

Já na comparação com outubro do ano passado, todas as categorias registraram queda. A produção de bens de capital caiu 0,2%; a de intermediários cedeu 0,3%; a de bens de consumo tombou 4,7%; a bens duráveis despencou 10,1%; e a de semiduráveis e não duráveis teve queda de 3,0%.

Setores

O recuo de 0,6% na indústria nacional em outubro ante setembro fez o patamar de produção do setor ficar 4,7% abaixo do nível recorde alcançado em março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física, divulgada hoje pelo IBGE. A redução no ritmo da atividade teve perfil generalizado e foram registradas taxas negativas em 20 dos 27 ramos pesquisados.

O destaque foi a queda de 5,0% no setor de alimentos, eliminando o crescimento de 3,1% verificado na leitura anterior. Outras influências negativas vieram dos setores de edição e impressão (-6,7%), máquinas e equipamentos (-3,1%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-5,0%), fumo (-12,0%) e metalurgia básica (-1,0%) - atividades que também apontaram taxas negativas no mês anterior (-5,6%, -5,8%, -11,7%, -23,9% e -0,1%, respectivamente).

Já os principais impactos positivos foram veículos automotores (+1,3%) - que voltaram a registrar aumento na produção, após recuar 12,6% em setembro -, refino de petróleo e produção de álcool (+1,5%), celulose e papel (+2,3%) e farmacêutica (+1,6%).

Revisão

O IBGE revisou a produção industrial de setembro ante agosto, que passou de um recuo 2,0% para uma queda de 1,9%.

Também houve revisão da produção de abril ante março, que passou de um recuo de 2,3% para uma queda de 2,4%. A produção de fevereiro ante janeiro foi revisada de 2,2% para 2,1%.

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