Marcos de Paula/AE
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Presidente do BNDES nega aumento dos juros para pequena empresa

Luciano Coutinho disse que o governo ainda não identificou contração ou encarecimento do crédito para empresas desse porte, mas que medidas compensatórias podem ser tomadas caso a elevação se confirme

Ligia Aguilhar - Estadão PME,

19 de dezembro de 2011 | 11h30

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que o governo ainda não identificou aumento do custo do crédito para as pequenas e microempresas, conforme o Estado apurou na semana passada com banqueiros e empresários. "Ainda não constatamos de nossa parte um processo de contração ou encarecimento de crédito para essas empresas. Se o governo observar algum movimento nesse centido, certamente medidas compensatórias serão tomadas", disse. A declaração foi dada nesta segunda-feira, dia 19, após palestra para um grupo de 30 estudantes do curso intensivo de Jornalismo Econômico realizado pelo Grupo Estado.

Segundo Coutinho, o BNDES está expandindo os repasses para pequenas e microempresas por meio do cartão BNDES, com o objetivo de incentivar os investimentos diante da desaceleração da economia. "Vamos fechar o ano com mais de 500 mil empresas beneciadas e desembolsos superiores a R$ 7 bilhões", disse. Para 2012, no entanto, ainda não há uma previsão sobre o volume de crédito a ser disponibilizado. "Esse valor vai depender do ritmo de recuperação da economia", afirmou.

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Cenário.  Relatos de empresários e banqueiros colhidos pelo ‘Estado’ na semana passada, mostraram que o custo dos financiamentos para companhias desse porte subiu nas últimas semanas por causa da crise europeia. De acordo com um banqueiro, há cerca de um mês, uma empresa de pequeno porte pagava, em média, 28% ao ano por uma linha de crédito. Hoje, esse mesmo produto custaria 32% ao ano. No caso de uma companhia de porte médio, o custo subiu de uma média de 20% para 23% ao ano.

Um levantamento da  Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) confirma a tendência. Segundo a pesquisa, a taxa média de juros no segmento empresarial saiu de 58,08% ao ano em outubro para 59,92% ao ano em novembro.

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