Divulgação/Cietec
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Prefeitura investirá R$ 1,7 milhão para formar bons empreendedores

Novo projeto pretende selecionar e desenvolver 100 iniciativas elaboradas por estudantes universitários de sete instituições

Ligia Aguilhar - Estadão PME,

25 de janeiro de 2012 | 13h25

Um projeto elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho da Prefeitura de São Paulo (Semdet), em parceria com o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), quer aumentar o estímulo ao empreendedorismo dentro das universidades paulistanas.

Previsto para ser lançado na primeira quinzena de fevereiro, a São Paulo Ideias Novas (Spin) pretende selecionar até o final de março 100 projetos sobre empreendedorismo elaborados por estudantes universitários e que serão desenvolvidos no decorrer do ano letivo.

O objetivo é formatar esses projetos para serem incubados no Cietec no fim de 2012, após a graduação dos alunos responsáveis pelos trabalhos. “Nossa meta é que pelo menos 20 dessas empresas sejam incubadas”, diz o diretor executivo do Cietec, Sérgio Risola.

A Prefeitura promete investir R$ 1,7 milhão nesta iniciativa e vai privilegiar projetos que contemplem soluções para demandas da cidade de São Paulo nas áreas de educação, mobilidade urbana, acessibilidade, esportes, sustentabilidade, saúde e também cultura.

O projeto, ainda considerado pelos organizadores como piloto, será desenvolvido em parceria com oito empresas juniores de sete universidades, entre elas PUC, Mackenzie e ESPM. O processo seletivo ainda não está definido, mas a escolha das melhores ideias será feita por uma banca com integrantes da Prefeitura, Cietec, entre outras entidades.

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“Muitas vezes o aluno tem uma boa ideia, mas não encontra recursos para colocá-la em prática. Nós queremos ajudar esses estudantes a, pelo menos, ter acesso a um grupo de investidores-anjo”, diz o supervisor de empreendedorismo da Semdet, Luiz Augusto Ferreira.

Para abrigar a Spin, o Cietec reservou uma área de 350 m² na Cidade Universitária. No local, os jovens selecionados vão receber os mesmos benefícios das empresas incubadas na entidade – serão capacitados e poderão fazer cursos, por exemplo.

Com base na experiência deste ano, o Cietec promete criar um software com as diretrizes e o modelo do projeto para que ele possa ser reproduzido em outras instituições de ensino superior. “A partir de 2013, qualquer faculdade com interesse de replicar esse modelo poderá procurar a Prefeitura para receber o material”, explica Luiz Augusto Ferreira.

O governo municipal espera também que as instituições criem suas próprias incubadoras para dar continuidade aos projetos dentro do câmpus. “Ainda são poucas as universidades com grades bem estruturadas sobre empreendedorismo e a junção da academia com o negócio é a fórmula correta para formarmos empreendedores capazes de mudar um país”, diz Risola, do Cietec.

Incentivo. Estudo realizado pelo Instituto Endeavor no fim de 2011 aponta que metade dos estudantes que estão na graduação sonha em ter o próprio negócio, mas a falta de estímulo para a iniciativa dentro das universidades é uma das principais barreiras para que isso aconteça.

Segundo o levantamento, realizado com 604 estudantes de 16 universidades, 52,8% dos entrevistados enxergam o empreendedorismo com bons olhos, enquanto 48,2% consideram a carreira de empreendedor como algo a ser seguido. Porém, apenas 31% dos interessados em ter uma empresa estão se preparando, por exemplo, por meio da leitura de livros. O estudo revela ainda que 33% deles não realizaram nenhum curso relacionado com o tema.

“Se comparamos com dez anos atrás, o ensino de empreendedorismo evoluiu muito. O problema é que durante muito tempo quem abria empresa era visto como alguém que não tinha dado certo no mercado de trabalho”, analisa o coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-EAESP, Tales Andreassi. “Nos últimos anos, o exemplo de jovens empresários como Mark Zuckerberg (criador do Facebook), colocou o empreendedorismo como opção de carreira”, conclui o especialista.

O estudo aponta ainda que as instituições brasileiras não estão conectadas ao mercado e são muito teóricas em comparação com entidades estrangeiras. Um exemplo é que enquanto 71,4% das universidades de outros países convidam palestrantes focados em empreendedorismo, apenas 6,3% das instituições brasileiras adotam essa prática. Em compensação, o levantamento mostra também que 75% das escolas brasileiras realizam competições envolvendo o desenvolvimento de planos de negócios.

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